Mittwoch, 28. Juli 2010

Teresa em Julho, ouvindo Gustav Mahler

À beira do choro, Teresa ouve Das Lied von der Erde
(A canção da terra). A angústia existencial que Mahler expressa nesta obra, ajuda-a a superar a sua própria angústia.
O compositor concebeu este ciclo de canções sinfónico em 1907, ano em que sofreu três golpes violentos: foi pressionado a abandonar o cargo de director da Ópera de Viena, por questões sociais e religiosas; Maria, a sua filha mais velha, adoeceu e acabou por morrer; descobriu que tinha um problema no coração e ficou convencido que tinha pouco tempo de vida.
Um amigo de Mahler, com o intento de o encorajar, ofereceu-lhe Die chinese Flote (A flauta chinesa), uma antologia de poesia chinesa antiga, traduzida para alemão por Hans Bethge. O compositor entusiasmou-se com a ideia de compor uma Sinfonia-Canção em seis andamentos:
O primeiro, Das Trinklied vom Jammer der Erde
(A canção-brinde às lamúrias da Terra) é uma canção que confronta a eternidade da Terra e o carácter efémero do homem neste planeta, concluindo que a melhor maneira de não pensar na sua efemeridade é através da bebida.
Sombria é a vida, sombria é a morte!
O segundo, Der Einsame im Herbst (O Solitário no Outono), descreve a Terra envolta numa névoa outonal, comparando a mente e a alma de uma pessoa solitária com a atmosfera do Outono.
O terceiro e o quarto andamento, Von der Jugend (Da Juventude) e Von der Schönheit (Da Beleza) retratam uma China antiga e imaginária.
Dentro de um pavilhão de verde e branca porcelana, jovens belamente vestidos bebem, conversam e alguns escrevem poemas.
Na paisagem campestre, onde a beleza, especialmente a humana, é ressaltada pela luz da natureza, a mais bela das raparigas olha apaixonada para um jovem.
O quinto, Der Trunkene im Frühling (O homem ébrio na Primavera), o eu poético encontra-se embriagado, vendo a vida como um mero sonho.
O sexto Der Abschied (A Despedida) é o maior andamento, reúnindo um dos tons mais sombrios e melancólicos desta obra, combinando dois poemas sobre a tristeza de deixar amigos para trás, tendo Gustav Mahler relacionando este abandono físico dos amigos com o tema da morte.
Mahler trabalhou nesta sua obra durante os últimos verões da sua vida, na sua casa no Sul do Tirol. Conseguiu concluí-la em 1911, pouco antes de morrer, com uma malformação cardíaca avançada. Porém, não chegou a ouvir a sua estréia em Munique, em Novembro de 1912, um ano e meio após a morte do compositor.
Foi a relação entre a vida e a morte, que o compositor interpretou na Lied von der Erde, todavia não como antítese, mas sim, como relação dialética entre o mortal e o eterno, entre a aceitação da morte e o renascimento de nova vida.
— Ah! Como é difícil aceitar a morte de um ente querido, pensa Teresa chorando, morremos um pouco cada vez que isso acontece.
Servus, Gernot, diz ela baixinho.

Kommentare:

  1. Das Lied von der Erde está entre as obras musicais de todos os tempos que mais gosto, quer na versão original, quer na de Schönberg e está entre aquelas que mais frequentemente ouço

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  2. Não conheço a obra, Teresa, mas de música entendo muito pouco no geral: só costumo saber se gosto ou não!

    O desgosto com a morte de um ente querido é sempre grande, não há nada que o possa atenuar. Mas, na verdade, vivem sempre nas nossas lembranças...

    Beijinhos

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  3. Impossivel Teresa!
    Nao me diga que ainda tem o meu numero antigo! Peça à Eulalia que lhe dê o actual...
    A chegada da irmã/irmão da Ema deve estar para breve. De certo esse momento vai colorir a negritude destes dias.
    Eu, quando soube, fui apanhada de surpresa. Só tive tempo de derramar umas lágrimas e de lamentar não ter tido a possibilidade de partilhar mais com alguem tao rico como ser humanao.

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  4. Claro que sim, Teresa. Se eu fiquei abatida com a noticia, fará a Teresa que partilhou uma vida de amizade junto dele.

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A minha alegria é o aroma de tangerina nos dedos

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Lamego foi a cidade que me viu nascer. Porto foi a cidade que me viu crescer. Düsseldorf é a cidade que está a ver-me envelhecer.

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I – AVÉ-MARIAS

Nas nossas ruas, ao anoitecer,
Há tal soturnidade, há tal melancolia,
Que as sombras, o bulício, o Tejo, a maresia
Despertam-me um desejo absurdo de sofrer.

O céu parece baixo e de neblina,
O gás extravasado enjoa-me, perturba;
E os edifícios, com as chaminés, e a turba
Toldam-se duma cor monótona e londrina.

Batem os carros d'aluguer, ao fundo,
Levando à via férrea os que se vão. Felizes!
Ocorrem-me em revista exposições, países:
Madrid, Paris, Berlim, S. Petersburgo, o mundo!

Semelham-se a gaiolas, com viveiros,
As edificações somente emadeiradas:
Como morcegos, ao cair das badaladas,
Saltam de viga em viga os mestres carpinteiros.

Voltam os calafates, aos magotes,
De jaquetão ao ombro, enfarruscados, secos;
Embrenho-me, a cismar, por boqueirões, por becos,
Ou erro pelos cais a que se atracam botes.

E evoco, então, as crónicas navais:
Mouros, baixéis, heróis, tudo ressuscitado!
Luta Camões no mar, salvando um livro a nado!
Singram soberbas naus que eu não verei jamais!

E o fim da tarde inspira-me; e incomoda!
De um couraçado inglês vogam os escaleres;
E em terra num tinir de louças e talheres
Flamejam, ao jantar, alguns hotéis da moda.

Num trem de praça arengam dois dentistas;
Um trôpego arlequim braceja numas andas;
Os querubins do lar flutuam nas varandas;
Às portas, em cabelo, enfadam-se os lojistas!

Vazam-se os arsenais e as oficinas;
Reluz, viscoso, o rio, apressam-se as obreiras;
E num cardume negro, hercúleas, galhofeiras,
Correndo com firmeza, assomam as varinas.

Vem sacudindo as ancas opulentas!
Seus troncos varonis recordam-me pilastras;
E algumas, à cabeça, embalam nas canastras
Os filhos que depois naufragam nas tormentas.

Descalças! Nas descargas de carvão,
Desde manhã à noite, a bordo das fragatas;
E apinham-se num bairro aonde miam gatas,
E o peixe podre gera focos de infecção!

Cesário Verde

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É o nome de uma das mais emblemáticas personagens de Shakespeare: Próspero, o mago de "A Tempestade". Muitos viram nele a encarnação dramática do Bardo de Stratford-upon-Avon e a metáfora do próprio Teatro. Próspero é também o nome de um Cartão que o TNSJ concebeu para servir de presente de Natal ou aniversário.
Entre os benefícios concedidos por este Próspero, contam-se entradas duplas para espetáculos da programação TNSJ, descontos especiais em publicações, e convites para ensaios abertos e actividades paralelas.
Mais informações nas Bilheteiras do TNSJ.

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Deitar cedo e cedo erguer, dá saúde e faz crescer!

Quero separar-me de tudo aquilo, que não preciso. Só quem larga, tem as mãos livres!

Não guardes para amanhã, o que podes fazer hoje!

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"O acaso faz com que essas duas
Que a sorte sempre separou
Se cruzem pela mesma rua
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Chico Buarque, "Umas e Outrass"


Livro, um amigo
para brincar comigo,
um navio para viajar,
um jardim para brincar,
uma escola para levar
debaixo do braço.

If I should learn, in some quite casual way
That you were gone, not to return again -
… I should but watch the station lights rush by
With a more careful interest on my face.

Edna St. Vicent Millay

A verdadeira viagem de descoberta consiste não em ver novas paisagens, mas em vê-las com novos olhos.

Marcel Proust

  • Große Bücher haben viele Kerne. Aber wenn Orhan Pamuk noch irgendetwas aus dieser Zeit besitzt, vielleicht ein Teeglas, dessen Rand sich noch immer an die süßen Lippen und den kleinen Mund der Schwarzen Rose erinnern kann, als sei er gestern davon berührt worden, dann werden wir dieses Glas eines Tages im Museum der Unschuld sehen und uns an die Zauberworte erinnern, die sein Schlaf geboren hat.
O caminho para todas as coisas grandiosas passa pelo silêncio.

Friedrich Nietzsche

ZEIT ZUM LESEN

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Seit 4. September 2008 probiert Teresa ihr neues BÄREN Leben aus!

Demasiada pequena para pensar em Deus
Demasiada segura de si mesma para pensar em Deus
Demasiada enamorada para pensar em Deus
Demasiada ocupada para pensar em Deus
Demasiada cansada para pensar em Deus
- demasiado tarde para pensar em Deus
Like sands thru the hour glass so are the days of our lives.

Nada te perturbe,
Nada te espante,
Tudo passa,
Deus não muda,
A paciência tudo alcança;
Quem a Deus tem
Nada lhe falta:
Só Deus basta.

Eleva o pensamento,
Ao céu sobe,
Por nada te angusties,
Nada te perturbe.

Stª Teresa D'Ávila
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