89 anos de magia


Com oitenta e nove anos de história, a estatueta criada pelo director artistico da Metro, Cedric Gibbons, perdura até hoje e vai voltar aos palcos do Dolby Theatre em Los Angeles e aos ecrãs da televisāo. Já comecei a contar os minutos para a cerimónia da entrega dos Prémios da Academia.
Mesmo com algumas respostas europeias — Berlim, Cannes e Veneza passaram a ter os seus festivais—, a produção de Hollywood iria entrar nos anos 50 já não apenas como uma arte, mas como uma das principais indústrias dos Estados Unidos.
Muito embora já viessem a distinguir desde 1947 de forma honorária as obras produzidas no estrangeiro, só em 1956 é que foi criada a categoria de Melhor Filme de Lingua Estrangeira. Como o próprio nome indica este deveria ser um prémio para filmes em que não se falasse inglês. Uma norma que, todavia, nem sempre foi respeitada. Até à actualmente, o prémio foi sempre atribuido. A Itália e a Franca tornaram-se os paises que conquistaram quase metade dos galardões. Federico Fellini e Vittorio de Sica, ambos com quatro triunfos, revelam até que ponto as produções transalpinas conseguiram seduzir os membros da Academia. O sueco Ingmar Bergman também foi durante alguns anos um nome com bastante peso com três Óscares.
"Toni Erdmann" a comédia alemã mais falada do último Festival de Cannes está candidata ao Óscar de Melhor Filme Estrangeiro e vai ter um "remake" americano com Jack Nicholson e Kristen Wiig.
 
Um ano após as criticas à Academia de Artes e Ciências Cinematográficas pela ausência de negros na premiação, o drama Moonlight (em português: Sob a luz do luar) recebeu oito nomeações, entre elas as de melhor filme, realização e actriz secundária, Naomi Harris.
Que surpresas nos reserva Hollywood este ano?

Kommentare

  1. Estava mesmo a pensar nisto :) Hoje estive a ver Silêncio e fiquei a pensar que deveria ter sido nomeado para melhor filme e melhor realizador.
    um beijinho e uma boa semana
    Gábi

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  2. Estou a ouvir a cerimónia em directo.
    Estava à espera de mais alfinetadas ao Trump.
    Boa semana

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  3. Palpitaste bem!
    Gostei de Kimmel.Pode regressar no próximo ano.
    Catarina

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    1. JIMMY KIMMEL e as horas mágicas da ironia. Pode regressar todos os anos.

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  4. Bom. Foi o que foi e este ano os filmes até nem eram maus. Gostei da actriz secundária (já pensava que seria ela ou Denzel Washington), do previsível Afleck que por acaso até não era o meu preferido; não apreciei La la land por aí além, mas a melhor actriz pode ser essa menina mesmo, que não desenquadra; e moonlight não vi que o deixei para ver no cinema e os meus filhos enfatizam, é bom, mas tu não gostas do filme. O vendedor merecia o prémio. E mais que não lembro, mas existe.
    E não sei porquê, ocorre-me que este ano os prémios penderam para os deserdados. Continua a ser preconceito pensar que Trump influenciou. Porque merecem, desempenhos e qualidade são notáveis. Vou apenas pensar que o acaso e a qualidade juntaram nomeações e óscares. E viva tudo isso.
    (não sei por que põem pessoas tão velhas e caquéticas na entrega dos óscares, depois dá no que dá. Ou seria tudo jogo... com a malta de Hollywood nunca se sabe).

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    1. Warren Beatty e Faye Dunaway, os protagonistas veteranos de Bonny e Clyde, subiram ao palco para anunciar o prémio do melhor filme. Mas quando Beatty abriu o envelope, vimos a expressão do actor que algo não se encaixava. Ele mostrou o envelope a Faye Dunaway, que leu alto e em bom som: "La La Land". As dúvidas de Warren Beatty tinham sentido: o envelope que lhe havia sido entregue era o do prémio de melhor atriz, recebido pela Emma Stone.

      Viola Davis, de 51 anos, foi nomeada pela terceira vez para o Óscar. Este ano levou a estatueta da melhor actriz secundária pela sua actuação como Rose Maxson, esposa de Troy, no filme "Um limite entre nós". Alguns consideram o desempenho dela até mesmo superior ao de Washington. Viola Davis já conquistou um BAFTA de melhor actriz secundária pelo papel.

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  5. Creio que houve uma certa influência de Trump (pelo inverso).
    Aparte isso, sem grandes surpresas !
    Não posso ter uma opinião muito válida por se baseia no que li .
    Dos nomeados, só tinha visto o La La Land (já me tinha pronunciado) e Mulheres do séc. XX. Tinha gostado muito do argumento. Um filme "diferente" e muito interessante !

    Beijo

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    1. Não há dúvida, que os cineastas negros devem agradecer a Donald Trump pela noite de glória na cerimónia deste ano.

      Na história da cerimónia dos Oscars são várias gafes cometidas. Este ano, a entrega a "La La Land" do Óscar de Melhor Filme considero a pior SURPRESA e gafe de sempre.

      "Mulheres do século XX" é o filme com a Octavia Spencer? Não quero perder.

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    2. Não é com a Octávia Spencer, Teresa.
      O filme é este :
      http://cinecartaz.publico.pt/Filme/mulheres-do-seculo-xx-368548

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    3. Um filme com um tema que me fascina, Rui, Annette Bening uma excelente actriz americana, todavia, penso que é um filme que nunca entrou nas salas de cinema alemãs.

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  6. De certeza que ninguém esperava pela surpresa que veio a acontecer. Uma nódoa que vai ficar para a história dos Oscars e do cinema

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    1. Uma gafe histórica: "La La Land" não é o melhor filme! "Toni Erdmann" também não! E DONALD TRUMP é o culpado.

      FAKE NEWS! FAKE MOVIES!

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