O Amante Japonês


Isabel Allende nasceu em Lima, no ano de 1942. 
Viveu no Chile entre 1945 e 1975 com largos períodos de residência noutros locais, na Venezuela até 1988 e, desde então, na Califórnia. Começou por trabalhar como jornalista, no Chile e na Venezuela. Em 1982 o seu primeiro romance, A Casa dos Espíritos, converteu-se num dos títulos míticos da literatura latino-americana. Seguiram-se muitos outros, todos eles êxitos internacionais. A sua obra está traduzida em trinta e cinco línguas. 
Em 2010, foi galardoada com o Prémio Nacional de Litaratura do Chile.
 No 52º encontro do Círculo Literário em Monheim, a 22 de Abril de 2016, deliberamos sobre o novo romance da autora de O Jogo de Ripper.
 Em O Amante Japonês, Isabel Allende regressa ao estilo que tanto entusiasma o seu público feminino, relatando as sutilezas do amor e do prazer, de uma paixão desenfreada e urgente, que sobrevive às rugas do tempo e atravessa gerações e continentes.
 Levantou-se uma discussão acirrada: um livro para devorar para alguns dos membros do Círculo Literário; uma decepção para outros. 
"Ela é o Paulo Coelho chileno", comentou um dos membros. "Aqui não se trata de literatura, mas sim de comércio."
 «O Amante Japonês» é um bestseller na Alemanha, enquanto que a jovem e fabulosa literatura latinoamericana, de Lucía Puenzo, Daniel Alarcón ou César Aira, ainda não atraiu grande atenção.
Nunca mais leio um romance de Isabel Allende, a não ser, que ela tire o gato da geladeira. 
Para o próximo encontro do Círculo Literário a 17 de Junho de 2016, em Hösel, escolhemos o livro póstumo de Oliver Sacks Gratidão.

Kommentare

  1. Sabes que o filme "A Casa dos Espíritos" foi rodado no Alentejo?
    Claro que sabes...mas normalmente os filmes ficam aquém dos livros, com este foi o caso!
    Mas tenho lido pouco dela e Paulo Coelho nunca experimentei por isso não posso comparar! :)

    Abraço

    LM

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    1. Já não me lembrava que "A Casa dos Espíritos" foi rodado no Alentejo, terra de Portugal que não conheço.

      Não sou grande admiradora da chilena, no entanto, até gostei de "O Jogo de Ripper".

      Abração e um bom fim-de-semana, LM.

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  2. Pois, até algumas amigas fãs da Allende não gostaram muito deste último livro dela. Francamente, embora tenha gostado da "Casa dos espíritos" e dos livros autobiográficos dela "Paula" e "A Soma dos dias", também não me puxa muito para ler os seus romances. Quer dizer, se não me oferecerem o livro, não o compro... e portanto não o leio.

    Com a tua opinião em concordância com a das minhas amigas, ainda mais... ;)

    Beijocas

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    1. Para dois membros do Círculo, sem sombra de dúvidas, "O amante japonês" entrou para a lista das melhores leituras do ano — um livro surpreendente, capaz de emocionar e de apaixonar qualquer leitor mais avesso aos temas do amor; uma ótima escolha na opinião de quatro dos membros; o livro não cativou um dos membros; enquanto que a Ingrid e eu despedaçamos o último romance da chilena.

      Beijocas ♥♥

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  3. Levantei este livro da biblioteca em fevereiro. Apenas li as primeiras páginas, e já o renovei duas vezes já que não há uma lista de espera para este livro. Antes de o ter que revolver, gostaria de o acabar. ! : )
    Um dos livros que estou a ouvir neste preciso momento, enquanto escrevo este comentário, é “Adultério”, o nono livro (conteio-os!!) de Paulo Coelho. Se não tivesse lido o nome do escritor na capa do ebook não diria que era dele. Muito diferente dos que tem escrito até agora. Não gosto nem desgosto, o que é estranho, estou apenas curiosa com o final. Há pouco fiz uma pausa e procurei por opiniões sobre o livro. Li muitas. Todas negativas. Quero formar a minha própria opinião. Ainda há 2 h e 53 minutos de audição. Vamos ver qual a volta que lhe vai dar! : ))

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    1. Fiquei bastante curiosa ao ler que o nono livro de Paulo Coelho é muito diferente dos que tem escrito até agora. Então, não é salpicado pelo misticismo característico desse autor?

      Acaba de ler "O Amante Japonês", porque gostava muito de ler a tua opinião, Catarina.

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  4. Não aprecio nem um pouco o estilo de Paulo Coelho. Li dois livros dele, o primeiro comprei-o e garantiram-me ser bom, "Verónica decide morrer", o outro ofereceram-mo,"Aleph", num aniversário. O segundo só o li por amor a que mo ofertara e por, na altura, não ter mais que ler.
    Mas gosto da fluência de Isabel Allende, da sua proximidade ao leitor, da consaguinidade ao romance sentimental, enfim, gosto-lhe da naturalidade que transpira e onde se nota um ser feminino (só uma mulher escreve assim). Além disso, não é pessoa de dramas sem remédio, tem prosa bem disposta e até hilariante. No seu livro talvez mais célebre, Paula, consegue ser de tristeza ingente e humor irresistível. Aprecio. Não a comparo a Paulo Coelho. Contudo, ainda não tenho "O Amante Japonês". Talvez na feira do livro. Ou não sei quando. Mas hei-de. Vamos passar uns pares de horas juntas, futuro que me deixa bem disposta

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    1. Tanto a obra do brasileiro como a obra da chilena é a busca de uma verdade espiritual, que muito me enfada.

      "O Amante Japonês" é um romance que costura temas delicados e actuais, só que a Isabel Allende não se esforça e aborda-os apenas de modo superficial.

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  5. Hummm....estive a ler os comentários...talvez não seja de molde às minhas expectativas. De todo o modo, quero ter. Mesmo que seja prova escrita do declínio e queda do império da escritora, quero tê-lo. Quem compra a ascensão e maturidade e as incursões pelo mundo infanto-juvenil, compra o resto.

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    1. Recentemente divorciada, Isabel Allende consegue transmitir que amar com fulgor não acontece apenas na juventude, e que o amor pode ser eternizado e vivenciando para além da morte — uma das facetas do romance que encanta a maioria das leitoras. Isso é, na minha opinião, literatura trivial.

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  6. Andamos com a mesma escritora, voltei a Allende, mas para ir à primeira obra, vi o filme há tantos anos que não me lembro da estória.

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    1. Li com prazer "A Casa dos Espíritos", que conta a saga da família Trueba no século XX na sua fazenda na região dos Andes chilenos, aliás, o filme também me cativou.

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  7. Eu gosto bastante de Isabel Allende. Não lhe li todos os livros mas todos os que li me agradaram. Inclusive "O amante japonês" embora reconheça que não está entre os meus preferidos. Não acho que se possa comparar com Paulo Coelho de quem tenho ideia de só ter lido um título ( o Alquimista se não estou em erro) e que não me diz muito ( para não dizer nada). :)

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    1. Também eu acho que a Isabel Allende não se pode comparar com o Paulo Coelho — a comparação é da Ingrid, que despedaçou o novo romance da chilena ainda mais ferozmente do que eu.

      Nunca mais li um romance do brasileiro, após a leitura do "Alquimista".

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  8. Confesso que (ainda) não li.
    Boa semana

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    1. Leia o romance de Isabel Allende, Pedro, logo que ela tire o gato da geladeira. Antes não.

      Uma semana feliz com bons livros.

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