Olá, Viena!

Olá, Viena!

Samstag, 23. Mai 2015

Viena ou Düsseldorf?


Viena tem no fim de semana o Eurovison Song Contest, Düsseldorf tem o Rali de Jazz. Viena tem a Conchita Wurst, Düsseldorf tem Max Merseny & Band.

Mittwoch, 20. Mai 2015

A vida breve

"Percebi de repente que havia uma semana eu vinha pensando a mesma coisa, lembrei-me da esperança num milagre impreciso que para mim faria a primavera. 
Um insecto zumbia havia horas, desconcertado e furioso, entre a água do chuveiro e a última claridade da vidraça. Sacudi, como um cão, a água do corpo, e olhei a penumbra do quarto, onde o calor abafadiço devia estar latejando. 
Eu não conseguiria escrever o argumento para o roteiro 
de cinema sobre o qual Stein me falara enquanto não esquecesse aquele peito cortado, agora sem forma, amolecendo sobre a mesa de operações como uma 
medusa, oferecendo-se feito uma taça."

Dienstag, 19. Mai 2015

Família Barbapapa

Barbapapa é o nome de uma uma família de personagens criados em Paris pela arquitecta francesa Annete Tison e pelo professor americano Talus Taylor no início dos anos 1970. Segundo a autora, o termo Barbapapa é inspirado no francês para algodão doce. 
A Ema e a Lurée adoram os livros infantis e os desemhos animados, onde os barbapapas exploram as habilidades pessoais e polimórficas para resolverem problemas e ajudarem as pessoas.

Montag, 18. Mai 2015

Aldeia do rio Düssel

Na aldeia onde vivo passa o rio Düssel, afluente do rio Reno na Renânia do Norte-Vestfália. A sua fonte é entre Wülfrath e Velbert. Ele corre para oeste através do Vale de Neander, onde os fósseis do primeiro homem de Neandertal foram encontrados em 1856. Junta-se ao Reno em Düsseldorf, daí 
o nome Düsseldorf significar a aldeia do Düssel
A aldeia onde vivo tem uma área de 217,0 km² e mais de 600.000 habitantes — é a capital do Estado da Renânia do Norte-Vestfália (Nordrhein-Westfalen); é um importantíssimo centro económico e cultural, fazendo parte da Megalópole renana.
Sim, é muito, muito bom viver em Düsseldorf.

Freitag, 15. Mai 2015

O 6º aniversário

A ideia do Círculo Literário veio da TETÉ.
No dia 15 de Maio de 2009 realizou-se o primeiro encontro na minha casa. O encontro de hoje voltou a ser na minha casa — na casa nova. 
45 encontros que abriram novos horizontes.
O ATENTADO de Yasmina Khadra, cujo verdadeiro nome é Mohammed Moulessehout, arrasta-nos para uma leitura
na qual vemos os diferentes aspectos de um atentado terrorista.
No próximo encontro do Círculo Literário a 17 de Julho de 2015 em Duisburg vamos opiniar sobre a novela O DESEJO
DE AURORA (Auroras Anlaß) do escritor austríaco Erich Hackl publicada em 1987. 

Mittwoch, 13. Mai 2015

O MUNDO EM QUE VIVO


Tenciono escrever regularmente sobre a minha vida em Düsseldorf sob o título O mundo em que vivo.
É uma homenagem à escritora Ilse Losa que escreveu O Mundo em Que Vivi, onde relata a sua vida na Alemanha antes de ser forçada a partir por ser judia.

Montag, 11. Mai 2015

Ecos de amizade


Teresa:

Que a leitura deste livro da Sophia te inspire para que voltes a escrever e te dê momentos de grande tranqualidade e reflexão .
Um beijo da tua velha amiga,
Beatriz 

Sonntag, 10. Mai 2015

Poema à Mãe


No mais fundo de ti
Eu sei que te traí, mãe.

Tudo porque já não sou
O menino adormecido
No fundo dos teus olhos.

Tudo porque ignoras
Que há leitos onde o frio não se demora
E noites rumorosas de águas matinais.

Por isso, às vezes, as palavras que te digo
São duras, mãe,
E o nosso amor é infeliz.

Tudo porque perdi as rosas brancas
Que apertava junto ao coração
No retrato da moldura.

Se soubesses como ainda amo as rosas,
Talvez não enchesses as horas de pesadelos.

Mas tu esqueceste muita coisa;
Esqueceste que as minhas pernas cresceram,
Que todo o meu corpo cresceu,
E até o meu coração
Ficou enorme, mãe!

Olha - queres ouvir-me? -
Às vezes ainda sou o menino
Que adormeceu nos teus olhos;

Ainda aperto contra o coração
Rosas tão brancas
Como as que tens na moldura;

Ainda oiço a tua voz:
Era uma vez uma princesa
No meio do laranjal...

Mas - tu sabes - a noite é enorme,
E todo o meu corpo cresceu.
Eu saí da moldura,
Dei às aves os meus olhos a beber.

Não me esqueci de nada, mãe.
Guardo a tua voz dentro de mim.
E deixo as rosas.

Boa noite. Eu vou com as aves.



Eugénio de Andrade

Donnerstag, 7. Mai 2015

UECKER


A exposição “UECKER”, no Kunstsammlung do estado alemão da Renânia do Norte-Vestfália, termina este fim de semana e, eu ainda não tive oportunidade de visitá-la.
Günter Uecker fez parte do grupo artístico ZERO — criado por Heinz Mack e Otto Piene em 1957 em Düsseldorf que se tornou um dos principais movimentos de vanguarda do século XX. Em 1970, representou a Alemanha na Bienal de Veneza.

Dienstag, 5. Mai 2015

A Flor do Sonho


A Flor do Sonho, alvíssima, divina,
 Miraculosamente abriu em mim,
 Como se uma magnólia de cetim
 Fosse florir num muro todo em ruína.

 Pende em meu seio a haste branda e fina
 E não posso entender como é que, enfim,
 Essa tão rara flor abriu assim!
 Milagre — fantasia — ou, talvez, sina —

 Ó Flor que em mim nasceste sem abrolhos,
 Que tem que sejam tristes os meus olhos
 Se eles são tristes pelo amor de ti?!

 Desde que em mim nasceste em noite calma,
 Voou ao longe a asa da minha’alma
 E nunca, nunca mais eu me entendi —

Florbela Espanca, in Livro de Mágoas

Montag, 4. Mai 2015

A Festa da Insignificância


Quem ainda não leu A Insustentável Leveza do Ser de Milan Kundera, considerado pela crítica como o mais importante romance estrangeiro publicado em Portugal em 1985?
Neste fim de semana o sol entrou no meu terraço, onde eu, sentada no cadeirão branco, li A Festa da Insignificância, romance aclamado pela crítica francesa e italiana.
A crítica alemã é menos favorável. 
“ Agora, a insignificância parece-me sob um ponto de vista totalmente diferente de então, sob uma luz mais forte, mais reveladora. A insignificância, meu amigo, é a essência da existência. Ela está conosco em toda parte e sempre.
Ela está presente mesmo ali onde ninguém quer vê-la: nos horrores, nas lutas sangrentas, nas piores desgraças.
Isso exige muitas vezes coragem para reconhecê-la em condições tão dramáticas e para chamá-la pelo nome.
Mas não se trata apenas de reconhecê-la, é preciso amar
a insignificância, é preciso aprender a amá-la”. (pág.137)
Aos 85 anos, dos quais 14 sem publicar, Milan Kudera não perdeu o humor e a ironia. A festa da insignificância é um acerto de contas com o passado estalinista e uma crítica subtil ao fim da individualidade nos tempos modernos.
Um brilhante romance europeu, leve como a pena que voa. Um romance que finge a leveza para voar ainda mais alto.

Freitag, 1. Mai 2015

Maio de Minha Mãe


O primeiro de Maio de minha Mãe
Não era social, mas de favas e giestas.
Uma cadeira de pau, flor dos dedos do Avô
— Polimento, esquadria, engrade, olhá-la ao longe —
Dava assento a Florália, o meu primeiro amor.

Já não se usa poesia descritiva,
Mas como hei-de falar da Maromba de Maio
Ou, se era macho, do litro de vinho na sua mão?
O primeiro de Maio nas Ilhas, morno como uma rosa,
Algodoado de cúmulos, lento no mar e rapioqueiro
Como Baco em Camões,
Límpido de azeviche
E, afinal de contas, do ponto de vista proletário,
Mais de mãos na algibeira do que Lenine em Zurich.
(Porque foi por esta época: eu é que não sabia!)

A minha Maromba tinha barriga de palha como as massas
E a foice roçadoira da erva das cabras do Ribeiro
Que se pegou, esquecida, no banco do martelo de meu Avô
Cujas quedas iguais, gravíficas, profundas

Muito prego em cunhal deixaram,
Muita madeira emalhetaram,
Muita estrela atraíram ao bico da foice do Ribeiro
Nas noites de luar em que roçava erva às cabras.
Favas de Maio do meu tempo!
Havia poder popular
Nas mãos de minha mãe, que as descascava como flores
E flores eram de si, na flórea abada
Como se já guardassem flor de laranjeira e açaflor
Nas suas intenções de Maio 1918, para as depor
(Nem pensada sequer) na fronte à minha amada.

Vitorino Nemésio, in 'Antologia Poética'  

A minha alegria é o aroma de tangerina nos dedos

Mein Foto
Düsseldorf, Nordrhein-Westfalen, Germany
Lamego foi a cidade que me viu nascer. Porto foi a cidade que me viu crescer. Düsseldorf é a cidade que está a ver-me envelhecer.

OBRIGADA, AFRODITE!

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“Quando todos pensam o mesmo, ninguém pensa muito”
Søren Aabye Kierkegaard

Quem me lê

NOBEL

I – AVÉ-MARIAS

Nas nossas ruas, ao anoitecer,
Há tal soturnidade, há tal melancolia,
Que as sombras, o bulício, o Tejo, a maresia
Despertam-me um desejo absurdo de sofrer.

O céu parece baixo e de neblina,
O gás extravasado enjoa-me, perturba;
E os edifícios, com as chaminés, e a turba
Toldam-se duma cor monótona e londrina.

Batem os carros d'aluguer, ao fundo,
Levando à via férrea os que se vão. Felizes!
Ocorrem-me em revista exposições, países:
Madrid, Paris, Berlim, S. Petersburgo, o mundo!

Semelham-se a gaiolas, com viveiros,
As edificações somente emadeiradas:
Como morcegos, ao cair das badaladas,
Saltam de viga em viga os mestres carpinteiros.

Voltam os calafates, aos magotes,
De jaquetão ao ombro, enfarruscados, secos;
Embrenho-me, a cismar, por boqueirões, por becos,
Ou erro pelos cais a que se atracam botes.

E evoco, então, as crónicas navais:
Mouros, baixéis, heróis, tudo ressuscitado!
Luta Camões no mar, salvando um livro a nado!
Singram soberbas naus que eu não verei jamais!

E o fim da tarde inspira-me; e incomoda!
De um couraçado inglês vogam os escaleres;
E em terra num tinir de louças e talheres
Flamejam, ao jantar, alguns hotéis da moda.

Num trem de praça arengam dois dentistas;
Um trôpego arlequim braceja numas andas;
Os querubins do lar flutuam nas varandas;
Às portas, em cabelo, enfadam-se os lojistas!

Vazam-se os arsenais e as oficinas;
Reluz, viscoso, o rio, apressam-se as obreiras;
E num cardume negro, hercúleas, galhofeiras,
Correndo com firmeza, assomam as varinas.

Vem sacudindo as ancas opulentas!
Seus troncos varonis recordam-me pilastras;
E algumas, à cabeça, embalam nas canastras
Os filhos que depois naufragam nas tormentas.

Descalças! Nas descargas de carvão,
Desde manhã à noite, a bordo das fragatas;
E apinham-se num bairro aonde miam gatas,
E o peixe podre gera focos de infecção!

Cesário Verde

O sentimento de um Ocidental

BIBLIOTECAS

CARTÃO PRÓSPERO

É o nome de uma das mais emblemáticas personagens de Shakespeare: Próspero, o mago de "A Tempestade". Muitos viram nele a encarnação dramática do Bardo de Stratford-upon-Avon e a metáfora do próprio Teatro. Próspero é também o nome de um Cartão que o TNSJ concebeu para servir de presente de Natal ou aniversário.
Entre os benefícios concedidos por este Próspero, contam-se entradas duplas para espetáculos da programação TNSJ, descontos especiais em publicações, e convites para ensaios abertos e actividades paralelas.
Mais informações nas Bilheteiras do TNSJ.

Passeios literários

Lista de boas intenções

Deitar cedo e cedo erguer, dá saúde e faz crescer!

Quero separar-me de tudo aquilo, que não preciso. Só quem larga, tem as mãos livres!

Não guardes para amanhã, o que podes fazer hoje!

Certificado de Participação

Certificado de Participação
"O acaso faz com que essas duas
Que a sorte sempre separou
Se cruzem pela mesma rua
Olhando-se com a mesma dor".
Chico Buarque, "Umas e Outrass"


Livro, um amigo
para brincar comigo,
um navio para viajar,
um jardim para brincar,
uma escola para levar
debaixo do braço.

If I should learn, in some quite casual way
That you were gone, not to return again -
… I should but watch the station lights rush by
With a more careful interest on my face.

Edna St. Vicent Millay

A verdadeira viagem de descoberta consiste não em ver novas paisagens, mas em vê-las com novos olhos.

Marcel Proust

  • Große Bücher haben viele Kerne. Aber wenn Orhan Pamuk noch irgendetwas aus dieser Zeit besitzt, vielleicht ein Teeglas, dessen Rand sich noch immer an die süßen Lippen und den kleinen Mund der Schwarzen Rose erinnern kann, als sei er gestern davon berührt worden, dann werden wir dieses Glas eines Tages im Museum der Unschuld sehen und uns an die Zauberworte erinnern, die sein Schlaf geboren hat.
O caminho para todas as coisas grandiosas passa pelo silêncio.

Friedrich Nietzsche

ZEIT ZUM LESEN

ZEIT ZUM LESEN
Seit 4. September 2008 probiert Teresa ihr neues BÄREN Leben aus!

Demasiada pequena para pensar em Deus
Demasiada segura de si mesma para pensar em Deus
Demasiada enamorada para pensar em Deus
Demasiada ocupada para pensar em Deus
Demasiada cansada para pensar em Deus
- demasiado tarde para pensar em Deus
Like sands thru the hour glass so are the days of our lives.

Nada te perturbe,
Nada te espante,
Tudo passa,
Deus não muda,
A paciência tudo alcança;
Quem a Deus tem
Nada lhe falta:
Só Deus basta.

Eleva o pensamento,
Ao céu sobe,
Por nada te angusties,
Nada te perturbe.

Stª Teresa D'Ávila
“Quando todos pensam o mesmo, ninguém pensa muito” Søren Aabye Kierkegaard

Escrever é pura e simplesmente uma maneira de criar imagens multicolores!

Muito obrigada, Tossan!

Muito obrigada, Tossan!

Muito obrigada à Edna pela nomeação

Muito obrigada à Edna pela nomeação

Muito obrigada à Cleopatra Moon pela nomeação!

Muito obrigada à Cleopatra Moon pela nomeação!

Da minha amiga de sempre a Isabel Cabral!

Da minha amiga de sempre a Isabel Cabral!

Directo do Porto para Düsseldorf do Artista Maldito com a benção do Joseph Beuys

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Da TETÉ

Da TETÉ

DIA DA TERRA

"Eu saí da Terra três vezes. E eu descobri que não há outro lugar para ir", disse o astronauta Wally Schirra
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FONTES

Do ARTISTA MALDITO

Do ARTISTA MALDITO

Do Artista Maldito

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EMATEJOCA

Jardim de Amizade

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MASP em São Paulo



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OBRIGADA, PÓ DE ESTRELA!

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RENASCER

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Obrigada, Pó de Estrela
Algumas imagens colocadas no blog são tiradas da net.
Se alguém for proprietário e for contra a publicação por favor deixe um aviso.
Obrigada

Obrigada, Carlos Albuquerque

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Um tesouro azul

Da BLUE VELVET

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GALERIA PRÉMIOS E SÊLOS

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caça aos políticos

Obrigada, Papoila!

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Obrigada, Teresa!

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Muito obrigada, Teté!

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Fundação Eugénio de Andrade

O meu Anjo de Natal

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MÚSICA

Diz que não gosta de música clássica?

A justiça começa em casa.

FORTUNA DÜSSELDORF

FORTUNA DÜSSELDORF

É nacional? Vamos comprar!

Está provado que se cada português consumir 100 EUR de produtos nacionais por mês a economia cresce acima de todas as estimativas e ainda cria 1 posto de trabalho!

Por favor, quando for ao supermercado, dê preferência aos produtos de fabrico Português.
Se não sabe quais são, verifique sempre o CÓDIGO DE BARRAS:

TODOS OS PRODUTOS PORTUGUESES COMEÇAM POR "560" NO CÓDIGO DE BARRAS!

Obrigada, Beatriz!

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A 83ª cerimónia dos Óscares está marcada para o dia 27 de Fevereiro, no Kodak Theatre, em Los Angeles, Califórnia, sendo os nomeados conhecidos em Janeiro.

Ars Homo Erotica em Varsóvia

selo "ematejoca azul"

There is no path you create it once you set out to walk it