Até onde iria para proteger os seus ideais?


É fácil lutar contra a política de um Pedro Passos Coelho, de uma Angela Merkel, de um François Hollande, até mesmo de um Wladimir Wladimirowitsch Putin.

Sophia Magdalena Scholl [1921-1943] uma das poucas alemãs que se opuseram activamente ao Terceiro Reich durante a Segunda Guerra Mundial, era membro da Rosa Branca, movimento de resistência alemã antinazista, sendo condenada por traição e executada na guilhotina. 

Estou muito grata pelas respostas dos meus leitores a uma pergunta que anda a fervilhar já há muito tempo na minha cabeça.
fervilhar

"fervilhar", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/fervilhar [consultado em 10-05-2014].
fervilhar

"fervilhar", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/fervilhar [consultado em 10-05-2014].na minha cabeça. 
Após o 25 de Abril de 1974 todos eram revolucionários, todos tinham lutado contra o Estado Novo, todos aqueles que pouco ou nada tinham feito nesse sentido. 
Com 22 anos — idade em que Sophie Scholl foi presa, depois de o reitor da universidade de Munique a surpreender no pátio da universidade a distribuir panfletos da Rosa Branca, um movimento de inspiração católica — arriscava a minha cabeça para proteger os meus ideais. 
E hoje em dia?
Não, não arriscava a minha vida! 
Hoje em dia não tenho ideais!

Kommentare


  1. Penso que agora é bem mais fácil ser-se opositor a qualquer uma das políticas destes ou de outros governantes. Pelo menos o perigo da guilhotina já não paira sobre as nossas cabeças! :))


    Beijinhos com a cabeça no lugar
    (^^)

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  2. Fácil é ! ... Porém, uma grande diferença entre os regimes democráticos e o terrível nazismo ! ... Para ela não o foi ! :((

    Beijo e bfds !
    .

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  3. Tenho uma admiração enorme por todas essas pessoas, destemidas guerreiras e lutadoras que se esquecem de si próprias e tentam mudar o Mundo.
    Já recuperei a lista dos blogs! Obrigada pelas tuas palavras que me encheram o coração.
    xx

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  4. Mudam-se os tempos, os regimes e as guilhotinas, mas não tenho dúvidas que a humanidade avança, hoje "fazer rolar cabeças", é tarefa pouco sanguinária mas igualmente eficiente...

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  5. Estou certa que não ao ponto de dar a minha vida por quaisquer valores. Primeiro porque já me enganei algumas vezes, segundo porque era um desperdício, do qual (quase) ninguém quereria saber... :)

    E sim, concordo que atualmente há outras maneiras de fazer "rolar cabeças". Assim de repente, lembro-me logo daquele que era para ser candidato a presidente da França, não me lembro agora o nome... ;)

    Beijocas

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  6. A facilidade de hoje é mais aparente do que na realidade é, Ematejoca. E tu sabes isso melhor do que eu!

    Há liberdade de expressão, o sufrágio é praticamente universal, a pena de morte foi abolida na maioria dos países, mas no fundo, no fundo, o poder dos mais fortes e a corrupção continua, sem extinção à vista e os povos continuam a ser explorados e a escravidão adquiriu novos contornos...

    Concordo com o Rogério na sua teoria, de como hoje se fazem 'rolar cabeças', sem guilhotinas!

    Quanto à tua pergunta...eu iria até onde a liberdade me deixasse ir.

    Um abraço livre.

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  7. Até onde iria, não sei, mas sei até onde já fui. E não foi fácil...

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  8. A dificuldade está em congregar as pessoas em volta de um ideal real e com actos de humanidade reconhecidos. Hoje tudo se passa na virtualidade. Até as manifestações são promovidas por redes sociais, nada de mal nisso, antes pelo contrário. No entanto, o ser humano continua a gostar de se ouvir e pouco mais. A prova disso é a nossa digníssima Assembleia da República, orgão soberano e democrata, onde os vários deputados esgrimam as suas ideias eloquentemente e apresentam propostas de lei que depois nos encarceram cada vez mais. Por isso, continuamos a mostrar os nossos dotes oratórios e a fazer realmente muito pouco para mudar o curso da humanidade. Peço desculpa pelo discurso negativo, mas "vou-me repetir", durante anos seguidos tenho ouvido a mesma conversa n vezes, somente o orador é diferente, e o resultado tem vindo a piorar cada vez mais, senão veja-se a nossa actual juventude, e não só, a emigrar cada vez mais. Antigamente era mão-de-obra barata, agora é qualificada !!!

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  9. ~ ~ Lamento muito que os partidos moderados alemães não tenham força expressiva nas eleições.

    ~ ~ ~ Há sempre jovens corajosos e altruístas, como essa "brav" Sophia Magdalena que viveu 22 aninhos-- que seja fonte de inspiração para muitos.

    ~ ~ ~ ~ ~ Abraço. ~ ~ ~ ~ ~

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