As acusações de crimes sexuais contra Dominique Strauss-Kahn não foram retiradas

Uma boa notícia no Diário Económico de hoje:

"O inquérito prossegue", afirmou um porta-voz do gabinete oficial do procurador Cyrus Vance, apesar das dúvidas recentemente lançadas sobre a credibilidade da alegada vítima.
O antigo director-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI) foi dispensado sexta-feira da prisão domiciliária, sem pagamento de fiança, depois de o procurador ter detectado incoerências no testemunho da alegada vítima.O procurador de Manhattan excluiu ontem a possibilidade de abandonar o processo de crimes sexuais contra Dominique Strauss-Kahn.
"Qualquer sugestão de que o promotor se deve retirar não tem fundamento", afirmou Erin M. Duggan, porta-voz da Procuradoria, citado numa notícia da France Presse.
Segundo Kenneth Thompson, advogado da mulher que acusa Strauss-Kahn de crimes sexuais, um dos principais motivos para o pedido de mudança do procurador está centrado no fato da chefe da divisão de julgamentos do gabinete do procurador de Manhattan ser casada com um dos advogados da defesa de Strauss-Kahn, o que terá sido ocultado à acusação.
O advogado da empregada de hotel que acusou Dominique Strauss-Kahn de crimes sexuais, Kenneth Thompson, pediu quarta-feira a nomeação de um novo procurador, por entender que o anterior foi responsável pelas alegadas falhas do processo.

"Escrevo em nome da vítima para pedir a saída imediata do seu gabinete", do caso de Dominique Strauss-Kahn, escreveu o advogado na carta ao procurador Cyrus Vance, de Manhattan.

O causídico considerou que a população de Nova Iorque "tem direito a um julgamento justo e imparcial" numa questão que é importante e que o gabinete do procurador "se mostrou incapaz de cumprir esses critérios".

Culpado ou não culpado?
Vítima de armadilha política?
Quanto à possibilidade que esta história desagradável seja uma conspiração contra DSK, deixo as especulações para "os fãs de ficção científica".

Kommentare

  1. Esta telenovela ainda está longe do fim...ou talvez passe a "inconclusiva"!
    On sait jamais! :-))

    Abraço

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  2. Não se pode acreditar em nenhum deles; e é como tu dizes, Rosa dos Ventos, nunca saberemos o que aconteceu naquela suíte de luxo do hotel Sofitel em Nova York no dia 14 de maio.

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  3. Fico muito decepcionada com este tipo de "casos" e confesso que tenho tendência para acreditar no elo mais
    fraco...
    Detesto injustiças e gostaria que se apurasse a verdade.
    xx

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  4. Ambos possuem historiais pouco recomendáveis, embora em "áreas" diferentes. No entanto, a maior diferença entre ambos, e que tende a pesar favoravelmente na balança da suposta justiça mais para o lado dele, chama-se PODER DO DINHEIRO!!!

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  5. A compulsão sexual que lhe é conhecida no meio onde se move, não avaliza certezas... e por estas e por outras é que eu tendo a subscrever um saber ancestral (citado de memória cansada...): Do que ouvires, nada acredites. Do que vires, acredita só metade...

    A credibilidade joga-se num tabuleiro de coerência, e facilmente se perde quando a crítica pende apenas para um lado...

    ;)

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  6. Seja ou não verdade, o que lamento é a forma como tudo foi processado.
    bji, Teresinha.
    (estou de volta:))

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