As mulheres de Havana

Hoje durante o meu passeio matinal pelos blogues amigos deparei-me com A família a gente não escolhe... no crónicas do rochedo.
Não comentei, mas pensei cá com os meus botões, não é só a irmã do Fidel de Castro que está desiludida com a Revolução. Quantas gerações de mulheres cubanas viram morrer os seus sonhos, as suas esperanças, os seus interesses na utopia socialista?
Por outro lado, nem tudo é mau em Cuba: os médicos tem uma formação profissional excelente, os futuros dançarinos recebem lições e sapatilhas de ballet de graça, o nível educacional é elevado, e há ainda muitos cubanos que recordam com horror o tempo antes de Fidel de Castro.
Como por toda a parte do mundo há em Cuba sol e sombra: alegria de viver, angústia existencial, pobreza, prostituição e turistas com dólares.

Á tarde na minha ronda pelas livrarias de Düsseldorf, e não pelas do Porto, encontrei Die Frauen von Havanna (As mulheres de Havana) — relatos da vida de 14 mulheres fora do comum. Dei uma vista de olhos rápida, que não tenho tempo neste momento para o ler, mas dentro em breve vou contar sobre estas mulheres, que assumem uma atitude positiva perante as condições de vida difíceis, tendo como divisa: YO PUEDO!

Kommentare

  1. Claro que não é apenas a irmã dos Castro que está desiludida com a revolução cubana, Teresa. O que eu pretendi realçar, no entanto, foi o prefácio. Tentarem convencer-me que Juanita, por ser irmã dos Castro, é uma fonte privilegiada, é demasiada estultícia.
    Daí o título que escolhi para o post.
    PS - Estou a voltar. Devagarinho, porque ainda tenho muito para penar.

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  2. Concordo contigo que muitas outras mulheres estarão descontentes com a revolução cubana - todos os regimes têm a sua parte positiva e negativa - mas uma coisa é discordar e ir viver para outro país, que estava no seu pleno direito, outra coisa é entrar para a CIA, supostamente para denunciar os "podres" dos manos...

    E lançar um livro com essa mesma temática também me parece de uma pessoa pouco digna. Fez-me lembrar a filha adoptiva de uma actriz de cinema, que quando cresceu escreveu um livro dizendo cobras e lagartos sobre a mãe. Enfim, é a minha opinião!

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  3. Ah e bom fim de semana aí pelas tuas bandas! :)

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  4. Nestas coisas há sempre os dois lados da medalha.
    Se por um lado existe a realidade da desilusão dum futuro amorfo, do outro existe a ingratidão de cuspir no prato de quem lhe deu a sopa.

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  5. @Kim: O cuspir no prato de quem nos deu a sopa - a ingratidão se quiser - não creio que possa ser aplicada quando nos apercebemos de coisas que não estão de acordo com a nossa consciência. Aí independentemente do resto penso que temos sempre o dever de falar.
    @Ematejoca: É verdade que em Cuba há vários indicadores que a comparam muito favoravelmente com todos os países da América e em alguns casos até relativamente ao Estados Unidos (a variância da esperança de vida por exemplo). Porém os fins por melhores e mais justos que sejam nunca justificam os meios.

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