CATARINA E A BELEZA DE MATAR FASCISTAS



Sul de Portugal, 2028. Em palco, à cabeça de uma mesa, um homem está sentado. É o fascista, interpretado por Romeu. Há várias cadeiras vazias à volta dessa mesa. Marco, Beatriz, Rui, Isa‐ bel e António estão em cena. Marco usa auscultadores. Ouvimos a música que Marco ouve.
Ninguém presta atenção a Romeu.

Esta família mata fascistas. É uma tradição antiga que cada membro do núcleo familiar sempre seguiu. Hoje, reúnem‑se novamente numa casa no campo, no Sul de Portugal. Uma das jovens da família, Catarina, vai matar o seu primeiro fascista, raptado de propósito para o efeito. No entanto, Catarina é incapaz de concretizar o homicídio ou recusa‑se a fazê‑lo. Estala assim o conflito, acompanhado de várias questões. O que é um fascista? Há lugar para a violência na luta por um mundo melhor? Podemos violar as regras da democracia para melhor a defender?
O espetáculo criado a partir deste texto, com encenação também de Tiago Rodrigues, foi apresentado com grande sucesso de crítica e público em várias salas portuguesas e em vários países, merecendo o Prémio de Melhor Espectáculo Estrangeiro em França e Itália.


Catarina e a Beleza de Matar Fascistas 

de Tiago Rodrigues


ISBN:9789896718268 
Editor: Tinta da China 
Data de Lançamento:abril de 2024 
Idioma:Português 
Dimensões:136 x 199 x 15 mm 
Encadernação:Capa mole 
Páginas:224 
Tipo de produto:Livro 
Classificação temática:Livros em Português  >Literatura  Teatro (Obra)
 

Kommentare

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    1. Teresa Palmira Hoffbauer6/25/2024

      O leitor ou espectador entusiasmado vê o trabalho como um exemplo de como o teatro político pode funcionar, "sem sabor residual e moral" com uma dramaturgia quase clássica que tem pontos de ruptura bem pensados no final.

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  2. Que título mais intrigante...

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    1. Teresa Palmira Hoffbauer6/25/2024

      A nova Catarina de Tiago Rodrigues vive num futuro próximo, ela é jovem, vegana e rebelde, e pertence a uma família que, desde aquele dia histórico de maio, para homenagear a memória de Catarina Eufémia, realiza a execução ritual de um fascista todos os anos, perpetrando de uma geração para a outra a mesma reação à violência original. Tudo está pronto, a mesa está pronta, a família reunida, o fascista sequestrado, mas Catarina — a escolhida — é sitiada pela dúvida e incapaz de atirar, desencadeando um animado debate sobre violência, vingança, responsabilidade individual, autoritarismo, democracia.

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  3. Acredito que seja um livro muito interessante de ler. Uma semana feliz

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    1. Teresa Palmira Hoffbauer6/25/2024

      É legítimo usar a violência para construir um mundo melhor?
      As regras da democracia podem ser violadas com a intenção declarada de defendê-la?” Usando o paradoxo, Tiago Rodrigues constrói um show envolvente, que interroga o espectador, levantando um dilema ético que ecoa na Europa de hoje e atinge o coração das guerras que nos afligem.

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  4. Não conheço a obra mas rituais sangrentos deixam-me perplexa!

    Abraço

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    1. Que caminho temos que seguir para contrariar o racismo desenfreado, a misoginia, a homofobia, a falta de gosto político?!
      Em "Catarina e a Beleza de matar Fascistas" ("Catarina ou da beleza de matar fascistas"), que estreou em Portugal em setembro de 2020, uma família reúne-se no campo. Primeiro comem juntos (pés de porco de acordo com a antiga receita familiar), depois matam um fascista. Como todos os anos.

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  5. Qual é a tua opinião sobre a peça ?

    Te abraço.

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    1. Não vi a peça. Li o livro.
      Em tempos em que a AfD ganha cada vez mais votos, as tendências fascistas também se tornam visíveis nos governos dos nossos países vizinhos, a questão de como combater esse desenvolvimento continua a ser confrontada. Temos que nos questionar se queremos enfrentar o perigo político e social com violência. Do meu ponto de vista, como no pensamento da personagem principal, há um claro NÃO.
      Abraço-te neste harmonioso dia de verão 🌼

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  6. Tanto que eu queria ter visto a peça, sempre esgotada!

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    1. Em Julho do ano passado, o teatro de Frankfurt apresentou a peça teatral.
      Não dei um pulo até Frankfurt, porque não me encontrava na Alemanha 🇩🇪
      Vale a pena ler o livro.

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  7. JANITA6/25/2024

    Matar fascistas, só por matar? Então isso não será o mesmo do que matar comunistas, ou esquerdistas, pela mesma razão?
    Para Culturas desse tipo digo + ou - como o cantor: "Para esse peditório não dou nem darei".
    Abriu a caça ao homem? Deplorável...digam lá as pessoas pseudo cultas o que disserem...considero esse tema: D E P L O R Á V E L .

    Abraço, Teresa!

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    1. Na peça, a família de resistentes ao fascismo iniciou a sua tradição de matar um fascista por ano logo em 1954, quando a bisavó matou o seu próprio marido: porque ele era da GNR, tinha assistido à morte da Catarina Eufémia e não a havia impedido. A tradição prolongou-se mesmo para além da libertação do fascismo em 1974, pois fascistas há-os infelizmente sempre, mesmo em democracia.

      Tiago Rodrigues começou a escrever esta “fábula grotesca” em 2018 e estreou-a em 2020, numa altura em que tinha acabado de ser eleito para a Assembleia Nacional portuguesa o primeiro deputado da extrema-direita: Entretanto hoje, em 2024, após as eleições de Março, já totalizam 50! Uma prova de que matar fascistas não é a melhor “terapia” para os combater.

      Abraço da Alemanha em festa ⚽️

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