O ANO DO PENSAMENTO MÁGICO de Joan Didion na interpretação de Eunice Muñoz de 7 a 31 de Janeiro de 2010 no TNSJ

A morte do marido foi para Joan Didion um acontecimento transformador: a perda revelou-se-lhe de forma avassaladora, fazendo-a questionar até a mais funda das suas certezas. Ambos escritores, norte-americanos, casados há 40 anos, a relação era para Joan indissociável da sua identidade. A forma como reagiu à tragédia (ao falecimento do marido seguiu-se o da filha) deu origem a O Ano do Pensamento Mágico, narrativa escrita para exorcizar a dor e a autocomiseração, para fazer o luto, recuperar os mortos e, finalmente, deixá-los partir. Premiado com o National Book Award e adaptado ao teatro pela própria autora, o monólogo é agora plenamente assumido pela diva maior do teatro português – Eunice Muñoz –, que, num exercício de contenção, sobriedade e lucidez, dá corpo a uma dor violenta e íntima. Apresentado no âmbito do programa de intercâmbio dos dois teatros nacionais, enquanto Breve Sumário da História de Deus ocupa o palco do TNDM II, O Ano do Pensamento Mágico é a primeira encenação de Diogo Infante enquanto Director Artístico do Nacional de Lisboa.

Kommentare

  1. "Das Jahr magischen Denkens" von Joan Didion ist schon ein beeindruckendes Buch. In immer wieder neuen Ansätzen und Anläufen versucht darin die Autorin den plötzlichen Tod ihres Mannes, mit dem sie eine 40-jährige Ehe verbindet, zu verarbeiten.
    Didion ist eine genaue Beobachterin ihrer selbst und errichtet hierbei erzählend eine Grammatik des Schmerzes und des Verlustes. Alle Einzelheiten sind ihr wichtig: der genaue Wortlaut der Ärzte, wann welche Wörter gefallen sind, die akribische Ermittlung der Todesminute, Störungen ihrer Wahrnehmung, Verhaltensauffälligkeiten ihrer Reaktionen.
    In immer neuen Strudeln versinkt sie in die Tiefen der Erinnerungen. Orte ihres gemeinsamen Lebens werden zu Gefahrenzonen, die sie in den unendlichen Strudel ziehen können. Didion untersucht den körperlichen Schmerz, den das Fehlen des Partners bereitet, sie taucht ab in die vielschichtigen Dimensionen von Schuld und Verantwortung, Zufall und Glück.
    Im selben Jahr, in der der Autorin dieses schlimme Schicksal widerfährt, erkrankt ihre einzige Tochter schwer an einer Lungenentzündung mit anschließendem Hirnödem und liegt wochenlang auf der Intensivstation und mehrere Tage im Koma.
    Didion hat diesen Versuch über die Trauer "Das Jahr magischen Denkens" genannt, weil in diesem Jahr für sie das rationale Denken aussetzte. In vielerlei Hinsicht ging ihr Denken mit einem Mal andere Wege, sie verlor sich in abergläubische Zustände und metaphysische Erkenntnisse.
    Didion erzählt von einer tiefen, eigentlich unvermittelbaren Erfahrung. Diejenigen Leser, die einen eigenen Verlust verarbeiten, werden sich in vielem wiederfinden.

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  2. Por acaso acho que as peças deviam de passar por Lisboa, Porto, Coimbra e Faro (eventualmente outras cidades), para lhe dar mais visibilidade e credibilidade, não ser apenas para meia dúzia de "intelectuais" que têm oportunidade de assistir à peça perto de casa.

    Mas pronto, nem sempre é assim... ;)

    Beijinhos, Teresa!

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