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Samstag, 24. August 2013

amores desencontrados

Quero participar no desafio de verão do Carlos Barbosa de Oliveira no crónicas on the rocks com o tema —  não canções de amor? — porém não é assim tão fácil lembrar-me de uma canção de amor enterrada no verão dos tempos passados.

 
— Teresinha, hoje há bailarico em casa do Manuel e o Tony quer que tu vás com ele. Veste o vestido azul, porque quando usas calças ou calções pareces um rapazinho de doze anos.
— Um rapazinho com esta cabeleira? murmurei mal humorada.
— Está bem, levo o vestido azul que a tia me ofereceu.

Tinha nessa altura 15 anos. e ficava piúrsa, quando me davam doze anos. O que mais me irritava, era que o Manuel — 10 anos mais velho do que eu, e por quem eu tinha um fraquinho — me tratasse como se eu fosse uma criança ou como se eu fosse um boneco de porcelana.
Tony era o meu primo — mais velho do que eu seis anos — que eu considerava o maior imbecil à face da terra.

A Casa da Torre ficava a uns 2km da aldeia, onde o Manuel tinha a casa de verão. Depois do jantar lá nos pusemos a caminho. Quando chegamos, cobertos de poeira, já a festa no jardim estava no auge.
O Manuel dançava muito agarradinho à Zu, uma mulher de 45 anos, divorciada, com três filhas, a mais velha da minha idade.
O meu primo apressou-se a convidar a Dinah — a prima do Manuel — para dançar. Enquanto que eu me escondia do João — o meu único pretendente — para evitar que ele me viesse convidar.
O Filipe — um amigo do meu primo que estava a passar férias connosco na Assafora — antecipou-se na altura em
que começou a tocar Let's Twist Again.
Eu dançava muito mal, mas o Filipe dançava muito pior.
Numa reviravolta mais ousada, arremassei o Filipe contra um muro, e o infeliz ficou com as costas todas ensanguentadas.
O meu primo jurou nunca mais me levar com ele, mas não cumpriu a ameaça.
A minha tia não ficou preocupada com as costas do Filipe, mas sim, com o acontecimento em si, querendo saber o que me levou a proceder de uma forma tão violenta.
Eliminei as suas dúvidas sobre o comportamento do Filipe, alegando a minha falta de talento para a dança. Escondi-lhe,
no entanto, que era ao Manuel e à Zu que eu tinha vontade de atirar contra o muro.

Dois anos mais tarde, quando o Manuel me pediu em casamento, já eu não estava interessada; ano e meio depois encontrava-me em Londres a dançar nas festas mais loucas da minha vida.

Montag, 1. Juli 2013

Eça, agora!

NA ROTA DOS BLOGUES AMIGOS li uma notícia que me irritou e surpreendeu:

125 anos depois da primeira edição de "Os Maias", o Expresso lança uma coleção especial onde se inclui a continuação do celebrado romance de Eça de Queirós por alguns escritores do nosso tempo.

Já em 2007 os escritores Alice Vieira, João Aguiar, José Fanha, José Jorge Letria, Luísa Beltrão, Mário Zambujal e Rosa Lobato de Faria escreveram um livro editado pela Oficina do Livro, cujo título era precisamente "Eça Agora — os Herdeiros dos Maias".

 
 
Há uns dias, ao fazer a ronda semanal pelas crónicas da Visão, cruzei-me com um texto de José Luís Peixoto. Por muito grosseira que considere a sua escrita, é uma actividade prazerosa deleitar-me com as suas iluminadas palavras - de quando em vez, para não enjoar. Na última que li, José Luís Peixoto fazia uma ode a' Os Maias, um livro que, nas suas palavras, mudou a sua vida para sempre.
Leio há pouco, com horror, que José Luís Peixoto é apenas um dos escritores que darão continuidade a'Os Maias, numa iniciativa do Expresso.
A ideia não é original; recordo-me de ter de fazer o mesmo exercício, relativamente ao livro Se perguntarem por mim, digam que voei, da Alice Vieira, num concurso literário em que participei no 7º ano. Esse livro, tal como Os Maias, tem um final aberto o suficiente para essa ideia ocorrer quase instintivamente ao leitor. Receio, porém, o alastramento desta adulteração de obras intocáveis. Há uns tempos, também pela mão de JLP, os Lusíadas foram reescritos. Sim: José Luís Peixoto pegou numa das maiores obras líricas da humanidade, e reescreveu-a.
Entendo que a ideia de pegar nos Magnum Opus dos dois maiores artistas da palavra em língua portuguesa e vê-los reescritos pelo pior é ludicamente muito interessante. Pelo humor, pelo entretenimento, pela jocosidade, é uma boa experiência. Mas se é para se levar a sério, é um sacrilégio de proporções bíblicas. E José Luís Peixoto, mesmo considerando ele a sua escrita, por certo, de qualidade inabalável, deveria reconhecer que prosseguir um livro terminado há mais de um século por um colega escritor que pretendia que este terminasse daquela forma para a eternidade é profanação de herança artística. O mesmo se aplica, naturalmente, aos restantes redactores dos próximos capítulos d'Os Maias.
Nem é caso para dizer que Eça rebola no seu túmulo ao saber desta notícia. O mais provável é que este se levante e venha resolver o assunto pelas próprias mãos. Se a indignação que sinto me levantaria a mim do mundo dos mortos, nem quero imaginar o que pode fazer ao cadáver putrificado de Eça. Por via das dúvidas, dormirei de porta trancada, para que o seu regresso por vingança não passe por minha casa, onde Os Maias permanecerão inalterados.
 
Diogo Hoffbauer Malheiro Dias

Dienstag, 12. März 2013

Comentário aberto

Ematejocamiga



Vogando pela blogosfera. Sem rumo definido, encontrei-te no blogue da Graça. Vim até cá – e gostei. Foi uma boa dica. Se não tivesse gostado, também to dia. Sou pão, pão, queijo, queijo; ou como na tropa aprendi: serviço é serviço; conhaque é… conhaque.

Vou a caminho dos 72 aninhos. Sou virgem (20/09/41, para efeitos de prenda…) mas tenho, temos, a Raquel e eu, três filhos, quatro netos e uma neta. E vamos fazer 50 anos de casado – ai o que eu tenho sofrido para aguentar tamanha cruz… Bodas de ouro? Nada, não. Na verdade, bodas de felicidade.

Gosto de ser brincalhão e brejeiro com quem mo merece – e mo permite e me responde no mesmo tom.
A minha Travessa do Ferreira http://aminhatravessadoferreira.blogspot.com
pode ser o exemplo do que gosto de gozar: enfim, sou um velhote que persiste em ser jovem… da cabeça… de cima.

Como aqui vim e como Amor com Amor se paga, espero por ti, pelos teus comentários e pela tua (per)seguição. O mesmo já aqui fiz, ou seja: já faço parte dos teus perseguidores. Podes entrar na minha Travessa que então será também tua. Isto é, nossa.
Peço-te desculpa deste escrito que é maior do que a légua da Póvoa

Qjs = queijinhos = beijinhos


________________
NB – Este texto é estereotipado. Não tinha, nem tenho, nem teria tempo de o escrever um por um. Mas não entendas isto com falta de consideração ou malandrice. Mas posso assegurar-te que ser reformado é quando se trabalha mais. E ainda: um jornalista nunca se reforma – no papel, sim, na mentalidade, nunca.

Montag, 11. März 2013

Aguenta-te firme!

 
O Dia Internacional do Homem é celebrado na Alemanha no dia 19 de Novembro, mas em Portugal a comemoração acontece no dia 15 de Julho, data essa, que me passou desapercebida até ler a notícia no picosderoseirabrava.

Nós também achamos que o homem merece, precisa mesmo, de um dia só para ele, já que as mulheres têm os 364 dias do ano.

Cliquem aqui para lerem o que a Graça com humor escreve sobre o assunto.

Montag, 21. Januar 2013

Se não sabe, tente adivinhar!

 
No escritório do pai do Diogo, o autor do Manifesto Anti-Peixoto, encontrei um livro de poemas de JOSÉ LUÍS PEIXOTO "Gaveta de Papéis", poesia para ler no avião ou no combóio, a caminho de São Francisco, Abidjan ou Madrid.

FOTOGRAFIA DE SÃO FRANCISCO

São Francisco és tu e são as tardes que passávamos
no sofá, sentados ou deitados de todas as formas,
em todas as direcções. Não guardo ressentimentos
de São Francisco e chegará um tempo em que,
de novo, seremos capazes de passar um fim-de-semana
entre chapéus de sol e sol. A Califórnia não é eterna,
mas há um certo tipo de silêncio que se procura
sempre e que se encontra apenas muito raramente.
Esse é o teu brilho, São Francisco. Vais ver, teremos
camisas de flores coloridas e saberemos rir-nos
de tudo. E, contra todas as expectativas, quando
um de nós estiver a morrer, o outro estará lá.

FOTOGRAFIA DE ABIDJAN

Abidjan tem cicatrizes nas ancas.
Cuidadoso, pouso as mãos noutro lado,
seguro Abidjan pela cintura.
Não porque as cicatrizes sejam dolorosas,
há muito que Abidjan se habituou a elas,
mas porque me fazem impressão a mim.
As cicatrizes de Abijan foram-lhe feitas pela avó
com um ferro em brasa, quando era criança.
Eu e Abijan bebemos garrafas de coca-cola.
Seguramo-las como algo valioso,
somos senhores por um momento.
Abidjan diz: mostra-me o teu quarto,
e eu, não sou capaz de resistir.

FOTOGRAFIA DE MADRID

Madrid regressará sempre. São precisos anos
para aprender aquilo que apenas acontece com
a distância de anos. É por isso que posso afirmar
que Madrid regressará sempre. Não sei que tipo
de entendimento encontrámos. Eu e Madrid não
nos conhecemos bem. Sabemos o essencial e
inventamos tudo o resto. Tanto a minha vida,
como a vida de Madrid, já tiveram muitas formas.
No entanto, quando nos encontramos, somos
sempre o mesmo nome. Avaliamo-nos por
cicatrizes e pequenas marcas de idade.
Não estabelecemos metas, estamos cansados.
Eu e Madrid só queremos uma cama, mas,
se não houver, contentamo-nos com o chão e,
se não houver, contentamo-nos com um abraço.

JOSÉ LUÍS PEIXOTO, in "Gaveta de Papéis"/ Edições Quasi
 
A critíca ao JLP no blogue O Banquete, despertou em mim, uma vontade violenta de conhecer a obra e a tatugem deste autor português.

Mittwoch, 16. Januar 2013

Os Três Pintelhos do Apocalipse Mediático

É um fenómeno recorrente que as notícias de questionável relevância acabem por ser das mais debatidas. Esta última semana foi pródiga da proliferação de pintelhos catroguianos. Dois a nível local, um nos inevitáveis Estados Unidos, onde os pintelhos compõem um denso matagal. Como pintelhos que são, optaria sempre por ignora-los. No entanto, a dimensão que atingiram merece ser comentada. Para ser breve e sistemático, algo que raramente sou, dedicarei um parágrafo a comentar cada um destes assuntos mediáticos, sem me alongar na desnecessária contextualização.

O caso do cão Zico e da comoção que o seu abate está a provocar é porventura o mais perturbador, porque contém várias provas de que o enlouquecimento do povo não é esporádico nem circunstancial. É, no entanto, baseado em premissas voláteis, sem sentido e, consequentemente, perigosas. A onda que se espalhou contra o abate do cão que matou a criança é das mais assustadoras provas de que as pessoas ainda não perceberam muito bem até onde pode chegar a questão da defesa dos animais. Quando chega a este ponto, é um fanatismo bem mais perigoso do que aquele seguido pelos defensores das touradas. Podem dizer o que quiserem sobre a santidade dos animais, da sua dor, da sua categoria na natureza ser a mesma que a nossa; nunca me convencerão de que o pitbull em questão, ou qualquer outro animal da história do planeta, conseguirá sentir um milésimo da dor que os pais da criança estão a sentir, ao verem que a sociedade se preocupa mais em salvar o cão do que em manifestar desagrado pela morte do filho; e, no processo, prefere culpar os pais enlutados. Se me dessem a escolher entre uma caneta para assinar uma tão desprezível petição e uma caçadeira para matar o cão na hora, os dentes que perfuraram o crânio de um bebé de 18 meses iam ficar estilhaçados com o chumbo. Daniel Oliveira escreveu no Expresso tudo aquilo que eu mais poderia dizer sobre o assunto, e prolongar-me mais seria parafrasea-lo. O próprio artigo do cronista originou polémica, e quase todos os que se opunham à sua opinião faziam-no com a ressalva "Eu concordo com quase tudo o que ele normalmente diz, mas neste assunto não". Eu assumo que comigo passou-se exactamente o oposto.

Passemos ao caso de um animal ligeiramente mais racional: a famigerada Pepa. A Pepa foi crucificada em praça pública por manifestar um desejo consumista: atingimos o cume da montanha da hipocrisia. Mais uma vez, temos um caso de má interpretação de valores. Tudo o que fuja ao politicamente correcto é escandaloso. Isso não é ter valores, é histeria e vício de indignação, sem deixar de referir o preconceito incrível sobre a senhora pela pronúncia dela. Se houver uma petição para oferecer uma mala à Pepa, eu assino e contribuo.

Por fim, temos o caso de Massoud Adibpour, um jovem que está a fazer furor nas ruas de Washington, ao exibir mensagens de optimismo a condutores e transeuntes. Essa pequena gota de óleo contaminou já o oceano que é a internet, e o rapaz prestou já declarações a vários meios de comunicação internacionais. Eu tenho uma opinião muito própria sobre o optimismo, que aqui exponho: a felicidade e as expectativas têm de ser sempre relativas às circunstâncias da realidade. A felicidade é sempre moldada pelos factos. Se os factos forem positivos, a sensação resultante é boa. Se os factos forem negativos, os sentimentos serão conformes. Se as coisas não decorrerem desta forma, algo funciona mal. Ser optimista é ser feliz em más circunstâncias. É louvável, mas anormal, e irresponsável. O copo, muitas vezes, não está só meio cheio. Está meio vazio, e é preciso encarar essa metade vazia como tal. Senão vamos ficar surpreendidos quando o copo chegar ao fim, porque não consideramos que metade já não existia. Em relação a este rapaz em específico, aparenta ser um anormal que tenta espalhar motivação pelas pessoas que se deslocam aos seus trabalhos, para fazerem algo de realmente produtivo com a sua vida.

Deixo aqui também, não uma petição, por ser mais improdutiva do que aquela que pedia a demissão de Miguel Relvas, mas um sincero pedido: ignorem os pintelhos. Eu, excepcionalmente desta vez, não os ignorei para ilustrar o quão irrelevantes estes deveriam ser. Não comentem, não discordem, não concordem, não se indignem, não partilhem, não coloquem "gostos" no Facebook. Só assim vamos, a pouco e pouco, criar um espaço de discussão pública em que o Zico, a Pepa e o Massoud terão o fim que todos devemos concordar: o seu abate. Mas outro tipo de abate: o mediático.

Diogo Hoffbauer

Sonntag, 18. November 2012

Lembrando o meu poeta preferido


 
Cesário Verde é o meu poeta
desde o meu tempo de menina e moça.
 
Querem saber qual é o poema da minha vida?
Então, cliquem aqui!

Donnerstag, 15. November 2012

A Mediocridade Flagrante de António José Seguro

É estimado que cerca de oitenta por cento da matéria do Universo é constituída por matéria negra. Este facto é particularmente estonteante se considerarmos que a própria existência da matéria negra é apenas uma hipótese. Não sabemos muito sobre este elemento abundante. Nem sequer sabemos exactamente o que é. Não é possível observá-la directamente através de telescópios. A veracidade da sua existência é passível a ser deduzida devido aos seus efeitos gravitacionais em objectos observáveis.

As incertezas sobre os fenómenos físicos do Universo abundam, mas nenhum deles me perturba tanto quanto a hipótese da existência de António José Seguro. Existe uma ideia de um António José Seguro. Uma construção socio-metafísica. Assim como a matéria negra, não é possível observá-lo ou ouvi-lo directamente. Apenas existem indícios secundários da sua existência. É possível inferir logicamente que ele existe devido aos seus efeitos nocivos na massa encefálica do homo sapiens.

Analogias mirabolantes à parte, desde que António José Seguro tomou as funções de líder da oposição, ainda não foi possível vislumbrar quaisquer sinais de vida no Partido Socialista. A oposição racional desapareceu. Não que eu tivesse esperanças ou desejos que isso pudesse ocorrer. Como regra geral, sou da opinião de que nada de bom pode advir de um partido nominalmente socialista. Mas sabemos que a situação é excepcionalmente grave quando o partido é liderado por um par de óculos que flutuam no vazio demagógico da esquerda.

A verdade é que eu até consigo ver António José Seguro nitidamente. Eu consigo ver a sua casca, o fato e a gravata. Eu ouço discursos ensaiados e soundbytes assessorados. É notório que alguém labutou como um condenado para compor este golem político. Está tudo lá. A cara solidária. Os óculos da seriedade. A gesticulação revoltada. O tom de voz indignado. Ele está em todo lado. Na televisão, a espalhar esperança contrafeita. Na rádio, a espalhar indignação oca. No Facebook, a induzir o vómito com a sua carta juvenil.

António José Seguro emite todos os sinais de alguém que não sabe do que está a falar, não entende o que está a ouvir e não sabe o que vai fazer. Ouvimos algumas ideias vagas de crescimento contra a austeridade e optimismo contra a realidade. Não é suficiente. Ele devia ter continuado na obscuridade conveniente das entranhas da máquina partidária socialista. Aí, no atoleiro ideológico da esquerda portuguesa, o seu ar secretarial teria uma utilidade ou, pelo menos, estaria longe das câmeras, gravadores e canetas.

O que é triste é que alguém com a aparência de António José Seguro tinha a obrigação de contrariar as expectativas criadas pela sua aura de bibliotecário-contabilista. Ele não só ignora esse imperativo, como reforça todas as associações enfadonhas que a sua aparência suscita. E aqui estamos nós. No norte, à distância, avistamos o início do precipício da catástrofe financeira. No sul, somos empurrados para o buraco pela prata da casa partidária.

As últimas sondagens indicam que o Partido Socialista lidera as intenções de voto. O homem que, há apenas um ano e meio, defendeu e apoiou José Sócrates, agora culpa o Governo por não conseguir resolver todo o imbróglio financeiro português durante esse período. Juntamente com a frustração e a ira proveniente da austeridade, a utilização da mistura explosiva de óculos e demagogia pode ter funcionado com o eleitorado mas, infelizmente para o Zé, não são um substituto adequado para uma personalidade.

A incerteza criada por esta crise não permite especulações de grande clarividência. Mas entre o vácuo humano de António José Seguro, o vácuo moral de Miguel Relvas e o vácuo testicular de Pedro Passos Coelho, tenho a certeza que uma solução irá aparecer. Poderá não ser eficaz. Poderá não ser competente. Mas podemos concordar que, para o espectador lúdico da política portuguesa, pelo menos será interessante.


Leandro Silva

O blogue do autor:  O Banquete

A minha alegria é o aroma de tangerina nos dedos

Mein Foto
Düsseldorf, Nordrhein-Westfalen, Germany
Lamego foi a cidade que me viu nascer. Porto foi a cidade que me viu crescer. Düsseldorf é a cidade que está a ver-me envelhecer.

OBRIGADA, AFRODITE!

OBRIGADA, AFRODITE!

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“Quando todos pensam o mesmo, ninguém pensa muito”
Søren Aabye Kierkegaard

Quem me lê

I – AVÉ-MARIAS

Nas nossas ruas, ao anoitecer,
Há tal soturnidade, há tal melancolia,
Que as sombras, o bulício, o Tejo, a maresia
Despertam-me um desejo absurdo de sofrer.

O céu parece baixo e de neblina,
O gás extravasado enjoa-me, perturba;
E os edifícios, com as chaminés, e a turba
Toldam-se duma cor monótona e londrina.

Batem os carros d'aluguer, ao fundo,
Levando à via férrea os que se vão. Felizes!
Ocorrem-me em revista exposições, países:
Madrid, Paris, Berlim, S. Petersburgo, o mundo!

Semelham-se a gaiolas, com viveiros,
As edificações somente emadeiradas:
Como morcegos, ao cair das badaladas,
Saltam de viga em viga os mestres carpinteiros.

Voltam os calafates, aos magotes,
De jaquetão ao ombro, enfarruscados, secos;
Embrenho-me, a cismar, por boqueirões, por becos,
Ou erro pelos cais a que se atracam botes.

E evoco, então, as crónicas navais:
Mouros, baixéis, heróis, tudo ressuscitado!
Luta Camões no mar, salvando um livro a nado!
Singram soberbas naus que eu não verei jamais!

E o fim da tarde inspira-me; e incomoda!
De um couraçado inglês vogam os escaleres;
E em terra num tinir de louças e talheres
Flamejam, ao jantar, alguns hotéis da moda.

Num trem de praça arengam dois dentistas;
Um trôpego arlequim braceja numas andas;
Os querubins do lar flutuam nas varandas;
Às portas, em cabelo, enfadam-se os lojistas!

Vazam-se os arsenais e as oficinas;
Reluz, viscoso, o rio, apressam-se as obreiras;
E num cardume negro, hercúleas, galhofeiras,
Correndo com firmeza, assomam as varinas.

Vem sacudindo as ancas opulentas!
Seus troncos varonis recordam-me pilastras;
E algumas, à cabeça, embalam nas canastras
Os filhos que depois naufragam nas tormentas.

Descalças! Nas descargas de carvão,
Desde manhã à noite, a bordo das fragatas;
E apinham-se num bairro aonde miam gatas,
E o peixe podre gera focos de infecção!

Cesário Verde

O sentimento de um Ocidental

BIBLIOTECAS

CARTÃO PRÓSPERO

É o nome de uma das mais emblemáticas personagens de Shakespeare: Próspero, o mago de "A Tempestade". Muitos viram nele a encarnação dramática do Bardo de Stratford-upon-Avon e a metáfora do próprio Teatro. Próspero é também o nome de um Cartão que o TNSJ concebeu para servir de presente de Natal ou aniversário.
Entre os benefícios concedidos por este Próspero, contam-se entradas duplas para espetáculos da programação TNSJ, descontos especiais em publicações, e convites para ensaios abertos e actividades paralelas.
Mais informações nas Bilheteiras do TNSJ.

Passeios literários

Lista de boas intenções

Deitar cedo e cedo erguer, dá saúde e faz crescer!

Quero separar-me de tudo aquilo, que não preciso. Só quem larga, tem as mãos livres!

Não guardes para amanhã, o que podes fazer hoje!

Certificado de Participação

Certificado de Participação
"O acaso faz com que essas duas
Que a sorte sempre separou
Se cruzem pela mesma rua
Olhando-se com a mesma dor".
Chico Buarque, "Umas e Outrass"


Livro, um amigo
para brincar comigo,
um navio para viajar,
um jardim para brincar,
uma escola para levar
debaixo do braço.

If I should learn, in some quite casual way
That you were gone, not to return again -
… I should but watch the station lights rush by
With a more careful interest on my face.

Edna St. Vicent Millay

A verdadeira viagem de descoberta consiste não em ver novas paisagens, mas em vê-las com novos olhos.

Marcel Proust

  • Große Bücher haben viele Kerne. Aber wenn Orhan Pamuk noch irgendetwas aus dieser Zeit besitzt, vielleicht ein Teeglas, dessen Rand sich noch immer an die süßen Lippen und den kleinen Mund der Schwarzen Rose erinnern kann, als sei er gestern davon berührt worden, dann werden wir dieses Glas eines Tages im Museum der Unschuld sehen und uns an die Zauberworte erinnern, die sein Schlaf geboren hat.
O caminho para todas as coisas grandiosas passa pelo silêncio.

Friedrich Nietzsche

ZEIT ZUM LESEN

ZEIT ZUM LESEN
Seit 4. September 2008 probiert Teresa ihr neues BÄREN Leben aus!

Demasiada pequena para pensar em Deus
Demasiada segura de si mesma para pensar em Deus
Demasiada enamorada para pensar em Deus
Demasiada ocupada para pensar em Deus
Demasiada cansada para pensar em Deus
- demasiado tarde para pensar em Deus
Like sands thru the hour glass so are the days of our lives.

Nada te perturbe,
Nada te espante,
Tudo passa,
Deus não muda,
A paciência tudo alcança;
Quem a Deus tem
Nada lhe falta:
Só Deus basta.

Eleva o pensamento,
Ao céu sobe,
Por nada te angusties,
Nada te perturbe.

Stª Teresa D'Ávila
“Quando todos pensam o mesmo, ninguém pensa muito” Søren Aabye Kierkegaard

Escrever é pura e simplesmente uma maneira de criar imagens multicolores!

Muito obrigada, Tossan!

Muito obrigada, Tossan!

Muito obrigada à Edna pela nomeação

Muito obrigada à Edna pela nomeação

Muito obrigada à Cleopatra Moon pela nomeação!

Muito obrigada à Cleopatra Moon pela nomeação!

Da minha amiga de sempre a Isabel Cabral!

Da minha amiga de sempre a Isabel Cabral!

Directo do Porto para Düsseldorf do Artista Maldito com a benção do Joseph Beuys

Directo do Porto para Düsseldorf do Artista Maldito com a benção do Joseph Beuys

Da TETÉ

Da TETÉ

DIA DA TERRA

"Eu saí da Terra três vezes. E eu descobri que não há outro lugar para ir", disse o astronauta Wally Schirra
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FONTES

Do ARTISTA MALDITO

Do ARTISTA MALDITO

Do Artista Maldito

Do Artista Maldito

EMATEJOCA

Jardim de Amizade

Jardim de Amizade

MASP em São Paulo



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OBRIGADA, PÓ DE ESTRELA!

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RENASCER

RENASCER
Obrigada, Pó de Estrela
Algumas imagens colocadas no blog são tiradas da net.
Se alguém for proprietário e for contra a publicação por favor deixe um aviso.
Obrigada

Obrigada, Carlos Albuquerque

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Um tesouro azul

Da BLUE VELVET

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GALERIA PRÉMIOS E SÊLOS

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caça aos políticos

Obrigada, Papoila!

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Obrigada, Teresa!

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Muito obrigada, Teté!

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Fundação Eugénio de Andrade

O meu Anjo de Natal

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MÚSICA

Diz que não gosta de música clássica?

A justiça começa em casa.

FORTUNA DÜSSELDORF

FORTUNA DÜSSELDORF

É nacional? Vamos comprar!

Está provado que se cada português consumir 100 EUR de produtos nacionais por mês a economia cresce acima de todas as estimativas e ainda cria 1 posto de trabalho!

Por favor, quando for ao supermercado, dê preferência aos produtos de fabrico Português.
Se não sabe quais são, verifique sempre o CÓDIGO DE BARRAS:

TODOS OS PRODUTOS PORTUGUESES COMEÇAM POR "560" NO CÓDIGO DE BARRAS!

Obrigada, Beatriz!

Obrigada, Beatriz!
A 83ª cerimónia dos Óscares está marcada para o dia 27 de Fevereiro, no Kodak Theatre, em Los Angeles, Califórnia, sendo os nomeados conhecidos em Janeiro.

Ars Homo Erotica em Varsóvia

selo "ematejoca azul"

There is no path you create it once you set out to walk it