«TUAS MÃOS FRIAS» 👐 그대의 차가운 손 (2002)


Este é o segundo romance que leio de HAN KANG, a voz literária mais importante da Coreia do Sul, por diversas vezes já premiada pelos seus textos — nomeadamente com o Man Booker International Prize em 2016 pelo seu romance «A Vegetariana»; em 2017 com o Prémio Malaparte pelo seu romance  «Atos Humanos» — um romance considerado polifónico, com múltiplas entradas e relatos, enriquecidos pela dupla perspectiva temporal de contemporaneidade com os acontecimentos e a actualidade (D. Quixote, 2017).   
 «Tuas Mãos Frias» — 그대의 차가운 손 (2002) é um romance pujante sobre a solidão da existência humana num mundo cheio de máscaras.

Kommentare

  1. Uma autora que ainda não li , mas de que toda a gente fala, é um fenómeno literário. Um dia ainda a leio

    AntwortenLöschen
    Antworten
    1. Não sabia que a autora coreana, era tão privilégiada em Portugal. Quando escrevi sobre «A Vegetariana» (clique no título lá em cima) quase ninguém a conhecia!!!

      Ainda não li nenhum romance, cuja prosa fosse tão violenta e ao mesmo tempo tão poética como a prosa de Han Kang.

      Löschen
  2. Estou tão inebriada – em sentido figurado – com as autoras que tenho estado a ler ultimamente – romances na sua essência – que estou a descurar os novos talentos. Ainda não tinha ouvido falar nesta escritora. Mas não perco pela demora. Acabo de requisitar “A vegetariana”. Não sei se estou interessada no “Atos Humanos”. Estou na fase de leitura “up-lifting”. : )
    Um dos livros que estou também a ler – para além das “estórias de amor” é “A Gentleman in Moscow” (considerado pelos críticos americanos como o melhor livro de 2016) de Amor Towles, autor de “Rules of Civility”, que alcançou também grande sucesso. Vale a pena ler estes dois livros.

    AntwortenLöschen
    Antworten
    1. Um crítico escreveu num jornal alemão, que a intensidade da narrativa, aliada à crueza dos factos, é susceptível de causar forte impacto, desconforto e angústia, mais uma vez associada ao questionamento de quais serão os limites da crueldade e perversão humana, daí ainda não ter tido coragem para ler «Atos Humanos». «A Vegetariana» — clique no título lá em cima —também não é leitura “up-lifting”.

      Vou procurar na biblioteca «A Gentleman in Moscow» e «Rules of Civility» de Amor Towles — cuja obra nunca li, embora seja um autor bem conhecido na Alemanha.

      Löschen
  3. Fica registada a sugestão.
    Bjs, boa semana

    AntwortenLöschen
    Antworten
    1. Resto de uma boa semana, Pedro, com ou sem «TUAS MÃOS FRIAS» — 그대의 차가운 손

      Löschen
  4. Ofereceram-me um livro de Amor Towles que conto ler mal termine o calhamaço de Anna Karénina; estou curiosa porque nunca li o autor e me foi dado por pessoa de bom gosto e muito cuidadosa com as obras que me oferece. Um dos motivos porque ainda não li a vegetariana é exactamente por ser muito crú e não ter eu grande apetite por leituras que me violentam em excesso. Os excessos, por regra, reservo-os à vida; que ela não se coíbe.
    Bom Dia:)

    AntwortenLöschen
    Antworten
    1. Anna Karénina é, sem dúvida, um calhamaço, mas vale a pena ler, essa obra-prima de Leon Tolstoi. Qual é o título do livro de Amor Towles?

      Como já mencionei, ofereci à minha amiga Christa «A Vegetariana» — porque ela é vegetariana e também não usa BH — no dia do seu aniversário. Ela não gostou da história nem da linguagem realista e dura da autora sul-coreana. Ainda hoje, me acusa dos pesadelos que o livro lhe causou.

      Löschen
  5. Então aconselha-se a ler, certo? :))
    .
    Hoje, de uma forma mais rápida, de maneira a chegar a todos. Espero a compreensão de todos. Cheguei com:- Entregas-me uma rosa num ávido beijo. {Poetizando e Encantando}

    Bjos
    Votos de uma óptima Segunda-Feira

    AntwortenLöschen
    Antworten
    1. Eu nunca aconselho nada a ninguém!!

      Votos de uma óptima semana com um mar de rosas vermelhas e beijos ávidos...

      Löschen
  6. Tenho lido, desde ontem, os comentários sobre “A Vegetariana” aqui e noutros sites. Já cancelei o meu pedido na biblioteca. Penso como a Bea. Não quero ler estórias cruas e violentas. Lembro-me, já há alguns anos, de como fiquei emocionalmente quando li parte de “A Fine Balance” de Rohinton Mistry. Foi, na altura, o primeiro livro que não li até ao fim. A partir de então houve outros livros que, por várias razões, não cheguei a terminar. Não acontece com frequência, mas acontece. O meu tempo é demasiado precioso para perder tempo com estórias que não me interessam ou que me incomodam psicologicamente sejam elas bestsellers ou não.
    De qualquer forma, agradeço, Teresa, todos os teus posts dedicados a livros. Há sempre novos autores e autoras a conhecer através deles. : ))

    AntwortenLöschen
    Antworten
    1. Compreendo perfeitamente o teu receio de ler "A Vegetariana", Catarina‼ Fiquei apenas impressionada com os pesadelos da protagonista, de resto, é uma história romântica, erótica, poética.

      "Your Cold Hands" é o diário emocionante do escultor Jang Unhyong, no qual ele descreve a sua procura na vida e na arte. Han Kang escreve cheia de ternura e intensidade sobre a procura de calor humano e credibilidade, num mundo onde há só máscaras.

      Löschen
  7. Vou colocar na lista, não conheço ainda.

    Quanto à nacionalidade da autora, tenho alguma curiosidade em visitar a Coreia do Sul.

    Beijinhos e bom início de semana

    AntwortenLöschen
    Antworten
    1. Continuo sem palavras e respiração, após a leitura de "Odeio-te". O que três curiosas janelas quadradas te inspiraram, Sam‼‼ A tua prosa é uma bela mistura de suspense e poesia. Mil beijos de agradecimento 💙

      Löschen
  8. Um dos artigos que li foi sobre a tradução de “A Vegetariana” . Quando leio a tradução de um livro em inglês, gosto também de dar uma olhadela ao livro na língua original (ou mesmo lê-lo nessa língua) se for um idioma que eu percebo, evidentemente.
    Em 2016, este livro foi o primeiro livro em língua coreana a ganhar o Man Booker International Prize que foi atribuído não só à autora como também à tradutora, Deborah Smith. A tradutora, estudante de doutoramento, tinha começado a aprender coreano 6 anos antes. Os mídia coreanos consideraram a tradução como sendo “uma má tradução”. A tradutora defendeu-se afirmando que “Eu só me permitiria uma infidelidade para uma maior fidelidade”.
    Um professor catedrático que lecionou cursos de tradução em Seoul afirmou que Deborah Smith tinha modificado o estilo conciso da escritora com advérbios, superlativos... que não existiam na escrita original.
    Atendendo ao estilo muito peculiar de escrever dos coreanos e essencialmente pelo facto da escrita da escritora estar “enraizada na história da Corea” há quem seja de opinião que se perde algo na tradução... como nós sabemos. Smith defende-se afirmando que a sua tradução atrai mais os leitores ocidentais do que “uma interpretação fiel” atrairia.
    E a polémica continua quanto a traduções. Até que ponto o/a tradutor/a tem o direito de modificar o original, embelezando-o ou modificando o estilo de escrita.

    AntwortenLöschen
    Antworten
    1. «Uma mulher bonita e fiel é tão rara como a tradução perfeita. Geralmente, a tradução não é bonita se é fiel e não é fiel se é bonita.»

      KYONG-HAE FLÜGEL (o nome alemão, penso que seja do marido) é a tradutora AQUI. Nasceu em 1972 em Seoul. Estudou em Seoul e em Jena. Ela vive em Jena desde 1996.

      Löschen
  9. Antworten
    1. A sul-coreana passou por Portugal em 2017 para lançar "Atos Humanos", sobre um massacre na Coreia e visitou a Feira do Livro no Porto!!

      Löschen
  10. Muito interessante.
    Para ouvir, em formato tranquilo, ao fim da tarde, com um gin tónico na mão e ela no olhar.

    Beijo aqui da ocidental praia lusitana :)

    AntwortenLöschen
    Antworten
    1. Ouvir «TUAS MÃOS FRIAS» é um tanto díficil, só depois de vários gin tónicos!!!

      Beijo de Düsseldorf situado nas margens do Reno!!!

      Löschen

Kommentar veröffentlichen