Salomé — Salzburg Festival 2018

O libreto da ópera num ato de Richard Strauss, Salomé, é uma tradução quase literal da peça que Oscar Wilde escreveu em francês no inverno de 1891-1892, a qual por sua vez se baseia em passagens do Evangelho segundo São Mateus (14:3-11) e São Marcos (6:21-28). 
Estreou a 9 de dezembro de 1905 no Königliches Opernhaus de Dresden. 

 

Esta noite, o canal 3sat mostra Salomé do Festival de Salzburgo, cuja encenação é do realizador italiano Romeo Castellucci.

Kommentare

  1. Minha querida Teresinhamiga


    Deve ser um espectáculo extraordinário.
    Mas este post trouxe-me à memória um episódio que se passou comigo e com o presidente do teu FCP o inefável Sr. Jorge Nuno Pinto da Costa. Peço-te desculpa pelo espaço e tempo que te vou roubar mas o caso precisa disso.
    Estava eu nessa altura dirigindo o Gabinete para a Comunicação Social do Ministério das Finanças como adjunto do ministro Sousa Franco – o meu colega desde os sete anos do Liceu Camões até à Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa – quando saiu a muito celebrada Lei Mateusfeita pelo ministro da Economia Augusto Mateus, por coincidência também meu amigo desde os bancos da escola primária.
    A lei destinava-se a regularizar em condições especiais as dívidas de diversas entidades (entre as quais os clubes de futebol) ao fisco e à segurança social. Dentro do prazo estipulado os pedidos deviam ser enviados ao Ministério das Finanças obviamente sob segredo para salvaguarda dos devedores/peticionários. Mas neste país tudo se sabe, as fugas de informação são o pão nosso de cada dia.
    Abreviando, o FCP fez por carta o pedido ao Ministério e alguém bufou à comunicação social o que levou os jornalistas a darem-me cabo do juízo para tentarem saber se Pinto da Costa tinha pedido etc. e tal. Perguntei ao Sousa Franco o que podia dizer, pois que até então a minha resposta era que nada sabia. Estavam presentes Teixeira dos Santos então secretário de Estado do Tesouro e das Finanças e Manuela Arcanjo, secretária de Estado do Orçamento.
    Depois de muita conversa o ministro disse-me que apenas podia dizer que “o estado não tinha vocação para administrar estádios de futebol” e ponto final. E foi o que disse face à pergunta se era verdade que presidente do FCP escrevera ao ministério para lhe ser aplicada a Lei Mateus.
    Logo de seguia o sr. Pinto da Costa veio para as rádios, televisões (tinham acabado de emitir a SIC e a TVI) e jornais, chamando-me mentiroso e pedindo a (minha) cabeça numa bandeja tal como a do São João Baptista; só não mencionou a Salomé…
    Claro que face a isto e porque dissera exactamente o que Sousa Franco me autorizara a dizer, pedi para sair do gabinete do ministro que se encolheu, ou seja me atraiçoou. Mas também o primeiro-ministro (e outro meu amigo…) António Guterres assobiou para o lado. Pelos vistos o Sr. Pinto da Costa metia medo a muita gente… e finalmente fui ostracizado para chefiar o sector da comunicação social da Comissão Euro. Precisava de ganhar a vida. Tinha juntamente com a Raquel de criar três filhos…Não fora isso…Posso dizer-te que fiquei muito “amigo” do Sr. J. N. P. da C. RIP.

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    INFORMAÇÃO
    Cumprindo uma “ordem” da Janitamiga está publicado na Nossa Travessa um textículo mais divertido com o título O meu nome é Batalhão. Na próxima sexta-feira espero retomar a saga É DIFÍCIL VIVER COM UM IRMÃO MONGOLÓIDE. A vida é feita de contrastes.


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    1. O espaço é todo teu, meu querido amigo 😘
      A tua história é absolutamente excitante.
      Gosto que o "meu" Pinto da Costa meta medo a toda a gente.
      Adorava ver a tua cabeça numa bandeja de prata (brincadeira!!!)
      Mil beijos da amiga de longe 😘

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    1. Interessante???
      Um triller mais excitante do que os filmes de Alfred Hitchcock.

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  3. Salzburgo é uma sedução.
    E o passeio entre Munique e Salzburgo é mágico.
    Bjs, boa semana

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    1. Conheço bem Munique e Viena, mas nunca visitei a cidade de Wolfgang Amadeus Mozart. Continua na minha lista das cidades que quero visitar.

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  4. Na Alemanha, quanto pesa a cultura no Orçamento Geral do Estado?
    E a questão não está na razão directa do teu post...
    ... é que para haver público, tem que haver desenvolvimento do gosto...

    para a maior parte do nosso povo, ópera é seca.

    Na TV não passa, pois a audiência não atrai publicidade... ao contrário da música "pimba", ou da "tecno"...

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    1. A cultura pesa muito no Orçamento Geral do Estado, não só na Alemanha, mas também na Áustria.

      A ópera não é uma seca, mesmo para as gerações mais novas.
      A Ema adora ópera e tem apenas 11 anos. Claro que, ela também gosta de música "pimba" , e da "techo".
      Podemos gostar de diversos géneros de música, Rogério, não é verdade?

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    2. Ninguém gosta daquilo que não prova...
      é o caso da ópera

      a ópera passa
      em sala privada
      paga à entrada
      cara à brava

      e o mesmo acontece
      à música clássica

      As elites gostam
      E os que nada ou assim-assim
      Fingem,
      pois dá pedigree

      Quanto à techno ser música
      Fica a dúvida

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    3. Na Alemanha não são só as elites que gostam de ópera, embora haja muita boa gente que finja que gosta, por exemplo, os políticos, pois dá pedigree.

      Não há dúvida, Rogério, techno também é música, mesmo que tu não gostes.

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