Freitag, 23. September 2016

Que seria de nós sem o Outono?


Que seria de nós sem o Outono? 
Pergunto-me em inquietas especulações 
Coitado do Vivaldi
Reduzido a 3 estações
Coitadas das árvores
onde meteriam elas 
as suas folhas amarelas?
Coitados dos poetas e pintores
Privados da melancolia
Do cinzento e de outras cores
Coitado de mim
Sem uma estação assim.

Kommentare:

  1. Antworten
    1. Os comentários do Rogério são sempre poéticos.

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  2. São belas as cores do Outono. Talvez inspirado por elas, mas com toda a certeza movido pelo desafio que me lançou, venho comunicar-lhe a reabertura do On the rocks no próximo domingo. Enquanto algumas folhas caem, levantam-se as palavras e avivam-se as cores de um país por descobrir.

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    1. Sempre gostei de ler as suas crónicas no On the rocks, por não envolver política, embora a política no sentido geral seja uma dimensão necessária na nossa vida, pois é, por meio dela que nos organizamos como seres sociais.

      Aguardo com ansiedade as belas cores do Outono transmontano. Até amanhã, Carlos.

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  3. Teresinhamiga

    Rogério Pereira verseja o Outono - e bem. Fez lembrar três poemas outonais de que gosto muito e passo a registar. O primeiro é do nosso Fernando Pessoa

    Uma névoa de Outono o ar raro vela,
    Cores de meia-cor pairam no céu.
    O que indistintamente se revela,
    Árvores, casas, montes, nada é meu.

    Sim, vejo-o, e pela vista sou seu dono.
    Sim, sinto-o eu pelo coração, o como.
    Mas entre mim e ver há um grande sono.
    De sentir é só a janela a que eu assomo.

    Amanhã, se estiver um dia igual,
    Mas se for outro, porque é amanhã,
    Terei outra verdade, universal,
    E será como esta [...]


    E o meu Amigo (digo-o com muito prazer e honra) Mário Quintana ofereceu-me este, autografado...

    Hai-Kai de Outono

    Uma borboleta amarela?
    Ou uma folha seca
    Que se desprendeu e não quis pousar?


    E, por último, embora a ordem dos factores seja arbitrária, a Florbela Espanca que adoro sempre:

    Se é sempre Outono o rir das primaveras,
    Castelos, um a um, deixa-os cair...
    Que a vida é um constante derruir
    De palácios do Reino das Quimeras!

    E deixa sobre as ruínas crescer heras.
    Deixa-as beijar as pedras e florir!
    Que a vida é um contínuo destruir
    De palácios do Reino de Quimeras!

    Deixa tombar meus rútilos castelos!
    Tenho ainda mais sonhos para erguê-los
    Mais altos do que as águias pelo ar!

    Sonhos que tombam! Derrocada louca!
    São como os beijos duma linda boca!
    Sonhos!... Deixa-os tombar... deixa-os tombar


    Estas três maravilhas tenho-as sempre num canto da minha secretária muito desarrumada. Não me podem faltar.

    Dá, sff, um abç ao Rogério Pereira a quem felicito; e para ti

    kleine Käse

    Leãozão

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    1. Tencionava publicar aqui, durante o Outono, os poemas do Fernando Pessoa e da Florbela Espanca. Dás-me licença de publicar o poema do teu amigo Mário Quintana?

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    2. Teresinhamiga

      Estás licenciada...

      kK

      Leãzão

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    3. Muitíssimo obrigada, meu querido Leãzão.

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  4. Surpresa
    Teresa
    Fui eu quem escreveu
    isso?
    Cadê a memória
    que lhe dei grande sumiço?

    Talvez fosse no tempo
    em que me julgasse poeta
    e... o Outono
    é a quadra certa

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    1. Comentário no dia 23 de Setembro de 2010.

      Tu és um poeta, camarada Rogério.

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  5. Gostei tanto do poema do Rogério Pereira.
    Beijinhos

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    1. Papoila, visita:

      http://conversavinagrada.blogspot.de/

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  6. Vivíamos na mesma. Há muita gente que vive com duas estações. Não me consta que se queixem da exiguidade das estações. Mas pronto, sem o Outono não era a mesma coisa.

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    1. Vivíamos na mesma, mas não era a mesma coisa.

      Vivíamos na mesma sem Antonio Vivaldi, Pablo Picasso, Luís de Camões, mas...

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A minha alegria é o aroma de tangerina nos dedos

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Düsseldorf, Nordrhein-Westfalen, Germany
Lamego foi a cidade que me viu nascer. Porto foi a cidade que me viu crescer. Düsseldorf é a cidade que está a ver-me envelhecer.

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“Quando todos pensam o mesmo, ninguém pensa muito”
Søren Aabye Kierkegaard

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I – AVÉ-MARIAS

Nas nossas ruas, ao anoitecer,
Há tal soturnidade, há tal melancolia,
Que as sombras, o bulício, o Tejo, a maresia
Despertam-me um desejo absurdo de sofrer.

O céu parece baixo e de neblina,
O gás extravasado enjoa-me, perturba;
E os edifícios, com as chaminés, e a turba
Toldam-se duma cor monótona e londrina.

Batem os carros d'aluguer, ao fundo,
Levando à via férrea os que se vão. Felizes!
Ocorrem-me em revista exposições, países:
Madrid, Paris, Berlim, S. Petersburgo, o mundo!

Semelham-se a gaiolas, com viveiros,
As edificações somente emadeiradas:
Como morcegos, ao cair das badaladas,
Saltam de viga em viga os mestres carpinteiros.

Voltam os calafates, aos magotes,
De jaquetão ao ombro, enfarruscados, secos;
Embrenho-me, a cismar, por boqueirões, por becos,
Ou erro pelos cais a que se atracam botes.

E evoco, então, as crónicas navais:
Mouros, baixéis, heróis, tudo ressuscitado!
Luta Camões no mar, salvando um livro a nado!
Singram soberbas naus que eu não verei jamais!

E o fim da tarde inspira-me; e incomoda!
De um couraçado inglês vogam os escaleres;
E em terra num tinir de louças e talheres
Flamejam, ao jantar, alguns hotéis da moda.

Num trem de praça arengam dois dentistas;
Um trôpego arlequim braceja numas andas;
Os querubins do lar flutuam nas varandas;
Às portas, em cabelo, enfadam-se os lojistas!

Vazam-se os arsenais e as oficinas;
Reluz, viscoso, o rio, apressam-se as obreiras;
E num cardume negro, hercúleas, galhofeiras,
Correndo com firmeza, assomam as varinas.

Vem sacudindo as ancas opulentas!
Seus troncos varonis recordam-me pilastras;
E algumas, à cabeça, embalam nas canastras
Os filhos que depois naufragam nas tormentas.

Descalças! Nas descargas de carvão,
Desde manhã à noite, a bordo das fragatas;
E apinham-se num bairro aonde miam gatas,
E o peixe podre gera focos de infecção!

Cesário Verde

O sentimento de um Ocidental

BIBLIOTECAS

CARTÃO PRÓSPERO

É o nome de uma das mais emblemáticas personagens de Shakespeare: Próspero, o mago de "A Tempestade". Muitos viram nele a encarnação dramática do Bardo de Stratford-upon-Avon e a metáfora do próprio Teatro. Próspero é também o nome de um Cartão que o TNSJ concebeu para servir de presente de Natal ou aniversário.
Entre os benefícios concedidos por este Próspero, contam-se entradas duplas para espetáculos da programação TNSJ, descontos especiais em publicações, e convites para ensaios abertos e actividades paralelas.
Mais informações nas Bilheteiras do TNSJ.

Passeios literários

Lista de boas intenções

Deitar cedo e cedo erguer, dá saúde e faz crescer!

Quero separar-me de tudo aquilo, que não preciso. Só quem larga, tem as mãos livres!

Não guardes para amanhã, o que podes fazer hoje!

Certificado de Participação

Certificado de Participação
"O acaso faz com que essas duas
Que a sorte sempre separou
Se cruzem pela mesma rua
Olhando-se com a mesma dor".
Chico Buarque, "Umas e Outrass"


Livro, um amigo
para brincar comigo,
um navio para viajar,
um jardim para brincar,
uma escola para levar
debaixo do braço.

If I should learn, in some quite casual way
That you were gone, not to return again -
… I should but watch the station lights rush by
With a more careful interest on my face.

Edna St. Vicent Millay

A verdadeira viagem de descoberta consiste não em ver novas paisagens, mas em vê-las com novos olhos.

Marcel Proust

  • Große Bücher haben viele Kerne. Aber wenn Orhan Pamuk noch irgendetwas aus dieser Zeit besitzt, vielleicht ein Teeglas, dessen Rand sich noch immer an die süßen Lippen und den kleinen Mund der Schwarzen Rose erinnern kann, als sei er gestern davon berührt worden, dann werden wir dieses Glas eines Tages im Museum der Unschuld sehen und uns an die Zauberworte erinnern, die sein Schlaf geboren hat.
O caminho para todas as coisas grandiosas passa pelo silêncio.

Friedrich Nietzsche

ZEIT ZUM LESEN

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Seit 4. September 2008 probiert Teresa ihr neues BÄREN Leben aus!

Demasiada pequena para pensar em Deus
Demasiada segura de si mesma para pensar em Deus
Demasiada enamorada para pensar em Deus
Demasiada ocupada para pensar em Deus
Demasiada cansada para pensar em Deus
- demasiado tarde para pensar em Deus
Like sands thru the hour glass so are the days of our lives.

Nada te perturbe,
Nada te espante,
Tudo passa,
Deus não muda,
A paciência tudo alcança;
Quem a Deus tem
Nada lhe falta:
Só Deus basta.

Eleva o pensamento,
Ao céu sobe,
Por nada te angusties,
Nada te perturbe.

Stª Teresa D'Ávila
“Quando todos pensam o mesmo, ninguém pensa muito” Søren Aabye Kierkegaard

Escrever é pura e simplesmente uma maneira de criar imagens multicolores!

Muito obrigada, Tossan!

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Directo do Porto para Düsseldorf do Artista Maldito com a benção do Joseph Beuys

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Do ARTISTA MALDITO

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