Gratidão


    «Não consigo fingir que não estou com medo. Mas o meu sentimento predominante é a gratidão. Amei e fui amado, recebi muito e dei algo em troca, li, viajei, pensei, escrevi. Tive meu intercurso com o mundo, o intercurso especial dos escritores e leitores.

O livro póstumo GRATITUDE, editado com o apoio de Bill Hayes, companheiro de Oliver Sacks nos últimos sete anos e Kate Edgar, a sua secretária, reúne quatro artigos do escritor neurologista publicados no York Times entre Julho de 2013 e Agosto de 2015, pouco antes de ele morrer — 30 de Agosto de 2015.
Gratidão é uma ode comovente à singularidade de cada indivíduo e de gratidão pelo dom de viver. Oliver Sacks obriga-nos a refletir sobre o significado de levar uma existência que valha a pena. A morte pode estar longe, como pode acontecer a qualquer segundo — é uma das grandes surpresas da vida compete-nos a nós viver da melhor maneira possível. 

«Quanto a mim, não creio em (nem desejo) uma existência após a morte, exceto na memória dos amigos e na esperança de que alguns dos meus livros ainda possam ‘falar’ às pessoas depois que eu morrer.

Oliver Sacks (19332015)

Kommentare

  1. Tenho andado bastante arredado das leituras..
    Estou preocupado, sabe? Hoje a sua amiga Ângela elogiou o Passos Coelho e eu lembrei-me que em 2011 ela também tinha elogiado o Sócrates. Depois o Sócrates foi preso. Será que o Passos também vai ser?

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    1. Não esteja preocupado, Carlos, a diferença é que a Angie gostava mesmo do José Sócrates (ou era eu que gostava dele?), enquanto que não tem a mínima simpatia pelo Pedro Passos Coelho e pelo António Costa.

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  2. Um livro que devia ser lido por muita gente. Eu gostaria muito de o ler, Ematejoca!
    "Gratidão", o sentimento mais nobre que se deve sentir perante essa dádiva enorme, que se chama VIDA.

    Um beijo com amizade.
    Janita

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    1. De acordo com uma tia do meu marido que morreu com 100 anos:

      "Cada novo dia é uma dádiva preciosa. É o nosso dever e privilégio vivê-lo com alegria, gratidão e entusiasmo."

      Podia escrever ainda muito mais sobre este livro poderoso que impressiona pela lucidez de Oliver Sacks, Janita, mas seria melhor se tu o leres.

      Amizade é também uma dávida preciosa. Obrigada.

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  3. «Quanto a mim, não creio em (nem desejo) uma existência após a morte, exceto na memória dos amigos e na esperança de que alguns dos meus livros ainda possam ‘falar’ às pessoas depois que eu morrer..»

    Para eu poder dizer isto
    só preciso de escrever
    mais um livro


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    1. Escreve mais um livro, Rogério, tu tens o dom da escrita.

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