Neve Sobre os Cedros


Em “Neve Sobre Os Cedros” (Snow Falling On Cedars, 1999), o realizador Scott Hicks narra um período da história dos Estados Unidos que muitos americanos prefeririam esquecer. O filme é um retrato do preconceito étnico contra os nipo-americanos depois do ataque dos japoneses a 
O filme mostra os conflitos raciais desencadeados pela Segunda Guerra numa aldeia de pescadores da Costa da Califórnia. O amor proibido entre Ishmael (Ethan Hawke) e Hatsue (Youki Kudoh) que se conhecem desde crianças e se apaixonam perdidamente, aproxima as duas culturas.
Com uma fotografia belíssima, que rendeu uma indicação ao Oscar de Melhor Fotografia, e um tratamento de luzes maravilhoso, “Neve Sobre Os Cedros” transcorre no formato de flashbacks e vai esmiuçando seu enredo conforme os personagens vão sendo chamados a depor no julgamento de Kazuo, o marido de Hatsue.

Publicado em 1995 e muito elogiado pela crítica, o romance
“Snow Falling on Cedars” foi traduzido para 30 idiomas.
As suas raízes têm origem na vida de seu autor, David Guterson, que explica: “O livro nasceu da história da minha própria comunidade em Bainbridge Island, onde vivi nos últimos 15 anos. Muitos dos japoneses-americanos que moram lá estiveram em campos de concentração em 1942.”

Kommentare

  1. Fiquei cheia de vontade de ler...
    Obrigada.
    bjs

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    1. Vale a pena ler o romance de David Guterson, papoila, assim como ver o filme de Scott Hicks com excelentes actores, mesmo os actores secundários.

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  2. Teresinhamiga

    Os extremismos e o apatheid são sempre muito lamentáveis. Escreva-se no lugar de nipo-americanos, palestinos, gregos, afro-americanos e muitos mais e constará-se-á que a desgraça e o ostracismo são os mesmos. Detesto extremismos!

    kleine Käse - Leãozão

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  3. Os americanos de origem japonesa passaram um mau bocado após a Guerra, ematejoca.
    Paga sempre o justo pelo pecador.

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    1. O ataque dos japoneses a Pearl Harbor destruiu 11 navios e 188 aviões, além de causar a morte de 2403 militares norte-americanos e 68 civis, daí a raiva dos americanos contra os americanos de origem japonesa.

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  4. Amores proibidas, conflitos raciais, culturas diversas, são sempre bons "ingredientes" para um bom resultado, neste caso, escritas com perfeito conhecimento de causa !

    Tenho ido muito pouco ao cinema nestes últimos tempos ! :(( ...

    Um Beijo, Teresa ! :)

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    1. Os "ingredientes" são banais, Rui, mas tanto o romance como o filme são da melhor qualidade.

      Abraço-te com amizade.

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  5. E agora que me abriste o apetite para ver o filme, o que é que eu faço? Ai, ai...

    Suponho que os americanos não são os únicos a terem partes da sua história que preferiam apagar. Portugal também não é exceção, com os descobrimentos (e atrocidades praticadas na colonização), a Inquisição e até outras historietas mais recentes. Já os americanos, desde a II GGM têm várias, como a caça às bruxas e as guerras que têm aprontado um pouco por todo o mundo., por exemplo.

    Beijocas

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    1. Repito que os "ingredientes" são banais, porém, o romance e o filme são fabulosos.

      Todos os povos têm partes da sua história que preferiam apagar, no entanto, é bom não esquecer as atrocidades praticadas para não voltarem a acontecer.

      Beijocas

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