Donnerstag, 25. April 2013

Abril Despedaçado

«Abril Despedaçado» tem por cenário a região dos Mirdites, planalto isolado da Albânia, onde a lei sangrenta do Kanun é uma realidade há séculos. Assim, a
partir do momento em que o irmão de Gjorg é morto por um vizinho, o seu
próprio destino fica marcado: a lei de Kanun, resgate de sangue, exige que Gjorg mate o assassino de seu irmão e que por sua vez seja abatido pela família da
nova vítima, eternizando assim um ciclo de vingança e morte que dura há setenta anos.
Fascinado por esta lei absurda, Bessian Vorpsi, escritor de Tirana, chega a esta região com a sua jovem esposa, para estudar os costumes ancestrais e sangrentos desta vendetta de honra. Bruscamente confrontados com uma realidade que os ultrapassa, nenhum sairé ileso desta viagem.        

 
Ele contou-lhe que o assassínio ocorrera em pleno dia, na confusão da feira, que os irmãos da vítima se haviam imediatamente lançado em perseguição do assassino, pois é durante as primeiras Horas depois do crime, quando a trégua ainda não foi solicitada, que o sangue pode ser imediatamente resgatado. O assassino conseguira escapar aos seus perseguidores, mas, entretanto, o clã inteiro  da vítima se unira e procurava-o por toda a parte. Caía a noite, e o assassino, que era de outra aldeia, não conhecia bem a região. Receando ser descoberto, bateu na primeira porta que encontrou e pediu que lhe fosse concedida a bessa. O dono da casa ofereceu hospitalidade ao desconhecido, acedendo assim ao seu desejo.
«E imaginas qual era a casa à qual ele se confiara como amigo?», perguntou Bessian, aflorando com os lábios o pescoço de Diane.
«Era a casa da vítima», disse ele.
«Já desconfiava», disse ela. «E depois? Que aconteceu depois?»

Se querem saber o que aconteceu depois, têm de ler esta narrativa magistral até ao seu dramático desfecho, do escritor albanês mais conhecido, Ismail Kadaré — as suas obras estão traduzidas em diversas línguas.

«Abril Despedaçado» foi adaptado ao Cinema pelo realizador brasileiro Walter Salles, autor do filme Central do Brazil.

Kommentare:

  1. Parece-me bem interessante! Vou ver se o encontro na Feira do Livro deste ano. Obrigada pela sugestão.

    Beijocas!

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    1. O título sugestivo deste grandioso romance, foi a razão porque o publiquei no dia 25 de Abril.

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  2. Abril despedaçado tem por palco Portugal em 2013, Teresa.

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    1. O Carlos compreendeu a minha intenção ao publicar este texto.

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  3. Eu também compreendi, ematejoca.
    Não foi só o Carlos.

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    1. Pedro, eu nem sei bem se queria, que os meus leitores soubessem o que a minha alma portuguesa sofre com a situação actual do nosso país.

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  4. Denis Scheck fragt Judith Schalansky nach dem Unterschied zwischen Äpfeln und Birnen und erfährt von Orhan Pamuk, wie man aus einem Roman ein Museum machen kann.

    Judith Schalansky: "Naturkunden" Wer von der Natur erzählt, erzählt in Wahrheit immer vom Menschen und von seinem Blick auf das, was ihn umgibt.
    Genau dies hat Judith Schalansky ("Atlas der abgelegenen Inseln", "Der Hals der Giraffe") gereizt. In der neuen von ihr herausgegebenen Buchreihe "Naturkunden" geht es um Bäume und Krähen, um Äpfel und Birnen, um Sterne und Steine, um historische und heutige Landschaftserlebnisse. "Hier wird keine bloße Wissenschaft betrieben", sagt Schalansky, "sondern eine leidenschaftliche Erforschung der Welt." Und das in wunderbar gestalteten Bänden, bei denen man sich fragt, ob Naturerlesen nicht noch schöner ist als Naturerleben.

    Orhan Pamuk: "Das Museum der Unschuld" Nobelpreisträger Orhan Pamuk hat mit diesem Roman (2008) ein Porträt des Istanbuler Großbürgertums gezeichnet, modern, aufgeklärt, aber auch gefangen in Traditionen. Jahrelang sammelt ein Mann darin Dinge, die ihn an seine Geliebte erinnern - er stiehlt sich das Inventar eines kleinen Museums zusammen. Vor kurzem hat Orhan Pamuk in seiner Heimatstadt genau solch ein Museum eröffnet einen begehbaren Roman.

    Die besondere Empfehlung: Hiromi Kawakami "Bis nächstes Jahr im Frühling"

    Und wie immer: Denis Scheck kommentiert die aktuelle "Spiegel"-Bestsellerliste.

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Lamego foi a cidade que me viu nascer. Porto foi a cidade que me viu crescer. Düsseldorf é a cidade que está a ver-me envelhecer.

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I – AVÉ-MARIAS

Nas nossas ruas, ao anoitecer,
Há tal soturnidade, há tal melancolia,
Que as sombras, o bulício, o Tejo, a maresia
Despertam-me um desejo absurdo de sofrer.

O céu parece baixo e de neblina,
O gás extravasado enjoa-me, perturba;
E os edifícios, com as chaminés, e a turba
Toldam-se duma cor monótona e londrina.

Batem os carros d'aluguer, ao fundo,
Levando à via férrea os que se vão. Felizes!
Ocorrem-me em revista exposições, países:
Madrid, Paris, Berlim, S. Petersburgo, o mundo!

Semelham-se a gaiolas, com viveiros,
As edificações somente emadeiradas:
Como morcegos, ao cair das badaladas,
Saltam de viga em viga os mestres carpinteiros.

Voltam os calafates, aos magotes,
De jaquetão ao ombro, enfarruscados, secos;
Embrenho-me, a cismar, por boqueirões, por becos,
Ou erro pelos cais a que se atracam botes.

E evoco, então, as crónicas navais:
Mouros, baixéis, heróis, tudo ressuscitado!
Luta Camões no mar, salvando um livro a nado!
Singram soberbas naus que eu não verei jamais!

E o fim da tarde inspira-me; e incomoda!
De um couraçado inglês vogam os escaleres;
E em terra num tinir de louças e talheres
Flamejam, ao jantar, alguns hotéis da moda.

Num trem de praça arengam dois dentistas;
Um trôpego arlequim braceja numas andas;
Os querubins do lar flutuam nas varandas;
Às portas, em cabelo, enfadam-se os lojistas!

Vazam-se os arsenais e as oficinas;
Reluz, viscoso, o rio, apressam-se as obreiras;
E num cardume negro, hercúleas, galhofeiras,
Correndo com firmeza, assomam as varinas.

Vem sacudindo as ancas opulentas!
Seus troncos varonis recordam-me pilastras;
E algumas, à cabeça, embalam nas canastras
Os filhos que depois naufragam nas tormentas.

Descalças! Nas descargas de carvão,
Desde manhã à noite, a bordo das fragatas;
E apinham-se num bairro aonde miam gatas,
E o peixe podre gera focos de infecção!

Cesário Verde

O sentimento de um Ocidental

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É o nome de uma das mais emblemáticas personagens de Shakespeare: Próspero, o mago de "A Tempestade". Muitos viram nele a encarnação dramática do Bardo de Stratford-upon-Avon e a metáfora do próprio Teatro. Próspero é também o nome de um Cartão que o TNSJ concebeu para servir de presente de Natal ou aniversário.
Entre os benefícios concedidos por este Próspero, contam-se entradas duplas para espetáculos da programação TNSJ, descontos especiais em publicações, e convites para ensaios abertos e actividades paralelas.
Mais informações nas Bilheteiras do TNSJ.

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Deitar cedo e cedo erguer, dá saúde e faz crescer!

Quero separar-me de tudo aquilo, que não preciso. Só quem larga, tem as mãos livres!

Não guardes para amanhã, o que podes fazer hoje!

Certificado de Participação

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"O acaso faz com que essas duas
Que a sorte sempre separou
Se cruzem pela mesma rua
Olhando-se com a mesma dor".
Chico Buarque, "Umas e Outrass"


Livro, um amigo
para brincar comigo,
um navio para viajar,
um jardim para brincar,
uma escola para levar
debaixo do braço.

If I should learn, in some quite casual way
That you were gone, not to return again -
… I should but watch the station lights rush by
With a more careful interest on my face.

Edna St. Vicent Millay

A verdadeira viagem de descoberta consiste não em ver novas paisagens, mas em vê-las com novos olhos.

Marcel Proust

  • Große Bücher haben viele Kerne. Aber wenn Orhan Pamuk noch irgendetwas aus dieser Zeit besitzt, vielleicht ein Teeglas, dessen Rand sich noch immer an die süßen Lippen und den kleinen Mund der Schwarzen Rose erinnern kann, als sei er gestern davon berührt worden, dann werden wir dieses Glas eines Tages im Museum der Unschuld sehen und uns an die Zauberworte erinnern, die sein Schlaf geboren hat.
O caminho para todas as coisas grandiosas passa pelo silêncio.

Friedrich Nietzsche

ZEIT ZUM LESEN

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Seit 4. September 2008 probiert Teresa ihr neues BÄREN Leben aus!

Demasiada pequena para pensar em Deus
Demasiada segura de si mesma para pensar em Deus
Demasiada enamorada para pensar em Deus
Demasiada ocupada para pensar em Deus
Demasiada cansada para pensar em Deus
- demasiado tarde para pensar em Deus
Like sands thru the hour glass so are the days of our lives.

Nada te perturbe,
Nada te espante,
Tudo passa,
Deus não muda,
A paciência tudo alcança;
Quem a Deus tem
Nada lhe falta:
Só Deus basta.

Eleva o pensamento,
Ao céu sobe,
Por nada te angusties,
Nada te perturbe.

Stª Teresa D'Ávila
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