Mittwoch, 24. Oktober 2012

Vasco Graça Moura. 50 anos de carreira literária.

 
Em 1962, Vasco Graça Moura escreveu Modo Mudando, o seu primeiro livro de poesia que havia de ser publicado no ano seguinte. Assinala-se, pois, em 2012, o 50º ano da carreira literária do poeta, ficcionista, ensaísta e tradutor.
Para assinalar a data, a Quetzal Editores disponibiliza em dois volumes em simultâneo a Poesia Reunida de Vasco Graça Moura. E, associando-se a uma iniciativa do Centro de Estudos Clássicos e Humanísticos da Universidade de Coimbra, publica a antologia A Vista Desarmada, o Tempo Largo, homenagem de 34 poetas, entregue ontem a Vasco Graça Moura, num colóquio que lhe foi dedicado, na Faculdade de Letras de Coimbra. (Fonte: Mundo Pessoa)

"Duas mulheres em Novembro" foi o único livro que li de Vasco Graça Moura.

Num consultório manhoso de um bairro lisboeta, esperam duas mulheres a chegada do médico. Elas encontram-se na mesma situação — grávidas — e querem fazer um aborto, numa tarde de Novembro de 1975.
A segunda a chegar mete conversa e descobre conhecer a sua ocasional parceira: ambas são do Porto, da Foz, de classe social muito diferente
(a mãe de uma trabalhou para a e da outra) e com percursos de vida completamente distintos.
Uma delas conta, que tinha feito o sétimo ano no liceu Carolina Michaaelis e já estava nos preparatórios da Faculdade de Ciências, aquela que fica ali para a Praça dos Leões ... e bem perto do Piolho.
Gostei de ler sobre os locais que conheço tão bem. Gostei ainda dos monólogos interiores, de resto, é uma história cheia de clichés.

Kommentare:

  1. O único livro que li de Vasco Graça Moura foi um livro de contos, intitulado "Morte no retrovisor". Não simpatizo com o homem, politicamente falando, e pelo que já vi ou ouvi dele na tv/radio/etc. também me parece um fulano muito arrogante. Isso não impede que tenha lido o livro e se tivesse gostado também o dizia. Na verdade, só gostei de metade dos contos, que os outros parecem transparecer em demasia a personalidade do seu autor - uma certa presunção cultural, aliada a muitas frases em francês, inglês, galego, italiano e creio que até uma em alemão. Para quem se julga o último baluarte da língua portuguesa, esse exagero não é estranho? Quer dizer, parece assim uma snobeira um bocado saloia... ;)

    Portanto não me admira muito que a história estivesse cheia de clichês - vi o mesmo em alguns contos! Aliás, tenho para mim que se pode escrever muito bem e com profundo conhecimento da língua, mas isso não é sinónimo de se saber escrever livros interessantes...

    Obrigada pela explicação ali abaixo! :)

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  2. Penso que não sou preconceituosa mas não gosto deste sujeito! :-))

    Abraço

    AntwortenLöschen

A minha alegria é o aroma de tangerina nos dedos

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Düsseldorf, Nordrhein-Westfalen, Germany
Lamego foi a cidade que me viu nascer. Porto foi a cidade que me viu crescer. Düsseldorf é a cidade que está a ver-me envelhecer.

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I – AVÉ-MARIAS

Nas nossas ruas, ao anoitecer,
Há tal soturnidade, há tal melancolia,
Que as sombras, o bulício, o Tejo, a maresia
Despertam-me um desejo absurdo de sofrer.

O céu parece baixo e de neblina,
O gás extravasado enjoa-me, perturba;
E os edifícios, com as chaminés, e a turba
Toldam-se duma cor monótona e londrina.

Batem os carros d'aluguer, ao fundo,
Levando à via férrea os que se vão. Felizes!
Ocorrem-me em revista exposições, países:
Madrid, Paris, Berlim, S. Petersburgo, o mundo!

Semelham-se a gaiolas, com viveiros,
As edificações somente emadeiradas:
Como morcegos, ao cair das badaladas,
Saltam de viga em viga os mestres carpinteiros.

Voltam os calafates, aos magotes,
De jaquetão ao ombro, enfarruscados, secos;
Embrenho-me, a cismar, por boqueirões, por becos,
Ou erro pelos cais a que se atracam botes.

E evoco, então, as crónicas navais:
Mouros, baixéis, heróis, tudo ressuscitado!
Luta Camões no mar, salvando um livro a nado!
Singram soberbas naus que eu não verei jamais!

E o fim da tarde inspira-me; e incomoda!
De um couraçado inglês vogam os escaleres;
E em terra num tinir de louças e talheres
Flamejam, ao jantar, alguns hotéis da moda.

Num trem de praça arengam dois dentistas;
Um trôpego arlequim braceja numas andas;
Os querubins do lar flutuam nas varandas;
Às portas, em cabelo, enfadam-se os lojistas!

Vazam-se os arsenais e as oficinas;
Reluz, viscoso, o rio, apressam-se as obreiras;
E num cardume negro, hercúleas, galhofeiras,
Correndo com firmeza, assomam as varinas.

Vem sacudindo as ancas opulentas!
Seus troncos varonis recordam-me pilastras;
E algumas, à cabeça, embalam nas canastras
Os filhos que depois naufragam nas tormentas.

Descalças! Nas descargas de carvão,
Desde manhã à noite, a bordo das fragatas;
E apinham-se num bairro aonde miam gatas,
E o peixe podre gera focos de infecção!

Cesário Verde

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É o nome de uma das mais emblemáticas personagens de Shakespeare: Próspero, o mago de "A Tempestade". Muitos viram nele a encarnação dramática do Bardo de Stratford-upon-Avon e a metáfora do próprio Teatro. Próspero é também o nome de um Cartão que o TNSJ concebeu para servir de presente de Natal ou aniversário.
Entre os benefícios concedidos por este Próspero, contam-se entradas duplas para espetáculos da programação TNSJ, descontos especiais em publicações, e convites para ensaios abertos e actividades paralelas.
Mais informações nas Bilheteiras do TNSJ.

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Deitar cedo e cedo erguer, dá saúde e faz crescer!

Quero separar-me de tudo aquilo, que não preciso. Só quem larga, tem as mãos livres!

Não guardes para amanhã, o que podes fazer hoje!

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"O acaso faz com que essas duas
Que a sorte sempre separou
Se cruzem pela mesma rua
Olhando-se com a mesma dor".
Chico Buarque, "Umas e Outrass"


Livro, um amigo
para brincar comigo,
um navio para viajar,
um jardim para brincar,
uma escola para levar
debaixo do braço.

If I should learn, in some quite casual way
That you were gone, not to return again -
… I should but watch the station lights rush by
With a more careful interest on my face.

Edna St. Vicent Millay

A verdadeira viagem de descoberta consiste não em ver novas paisagens, mas em vê-las com novos olhos.

Marcel Proust

  • Große Bücher haben viele Kerne. Aber wenn Orhan Pamuk noch irgendetwas aus dieser Zeit besitzt, vielleicht ein Teeglas, dessen Rand sich noch immer an die süßen Lippen und den kleinen Mund der Schwarzen Rose erinnern kann, als sei er gestern davon berührt worden, dann werden wir dieses Glas eines Tages im Museum der Unschuld sehen und uns an die Zauberworte erinnern, die sein Schlaf geboren hat.
O caminho para todas as coisas grandiosas passa pelo silêncio.

Friedrich Nietzsche

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Demasiada pequena para pensar em Deus
Demasiada segura de si mesma para pensar em Deus
Demasiada enamorada para pensar em Deus
Demasiada ocupada para pensar em Deus
Demasiada cansada para pensar em Deus
- demasiado tarde para pensar em Deus
Like sands thru the hour glass so are the days of our lives.

Nada te perturbe,
Nada te espante,
Tudo passa,
Deus não muda,
A paciência tudo alcança;
Quem a Deus tem
Nada lhe falta:
Só Deus basta.

Eleva o pensamento,
Ao céu sobe,
Por nada te angusties,
Nada te perturbe.

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