Teatro de Marionetas do Porto

Ovo é um espetáculo de muitos começos. Não só por ser o primeiro produzido pelo Teatro de Marionetas do Porto após a morte do seu fundador e diretor – João Paulo Seara Cardoso –, cuja “escola”, legado ou questionamento artístico continua a ser a marca d’água da companhia. Estreado em Fevereiro de 2012 no Mosteiro de São Bento da Vitória e agora retomado pelo FIMP, Ovo marca o encontro entre a estética do TMP e o universo do marionetista francês Philippe Genty, cujo principal colaborador artístico – Eric de Sarria – esteve na génese do projeto, desencadeando um processo de criação coletiva também inédito na companhia portuense (agora dirigida pela coreógrafa Isabel Barros). Encenador, diretora artística e atores trabalharam sobre os temas da vida e da morte; do começo, do fim e do recomeço; do passado, do presente e do futuro – em suma, da galinha e do ovo. Um processo que não se revelou estéril, dando origem a um espetáculo poético e fantasista, feito de associações livres e que atribui ao público um papel decisivo na reconstituição dos sentidos. Mais do que a pequena bola branca com que uma marioneta joga o seu futebol alado ou do que a barriga de uma marioneta grávida de ideias, o ovo é aqui uma poderosa metáfora do tempo e de um perpétuo renascimento.

Kommentare

  1. É giro perceber como te manténs a par do que por cá se passa. Mais do que eu.:)
    bji

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  2. Quando era miúdo adorava marionetas.

    Esse olho clínico que a leva a acompanhar o que por cá se passa...

    Cumprimentos

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