LEITURAS NO MOSTEIRO

Sim, continuamos a dar voltas ao mundo para continuar a lê-lo em voz alta.
Despedimo-nos em junho com A Orelha de Deus da norte-americana Jenny Schwartz,
e reencontramo-nos em setembro com Fulgor e Morte de Joaquín Murieta do chileno Pablo Neruda,
peça que coloca em cena um herói sul-americano em diáspora autossacrificial por terras do Tio Sam.
Murieta não regressará da Califórnia mas as Leituras no Mosteiro  prosseguem o seu caminho rumo a sul, com escalas no Chile, Argentina e Brasil. Viagens exploratórias em busca de vozes que componham um retrato necessariamente fragmentário de uma dramaturgia plural e pujante que continua a fertilizar os palcos de outras latitudes. Nelson Rodrigues estabelece a ligação direta com Teatros Íntimos, jornada de estudos e de homenagem ao dramaturgo brasileiro e a August Strindberg (no centenário do nascimento do primeiro e da morte do segundo), organizada pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto e pelo Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa. A ensaísta brasileira Ângela Leite Lopes (autora de Nelson Rodrigues: Trágico, Então Moderno) comenta a sessão dedicada à leitura de Boca de Ouro e Nuno Carinhas dirige uma leitura de O Pelicano. Em dezembro, regresso à base para nova etapa de divulgação da dramaturgia contemporânea portuguesa, desta feita com incursões nesse outro continente por desbravar a que damos o nome de teatro para a infância.

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