Estocolmo

Estocolmo não inscreve a cena na capital nórdica que lhe dá nome. O novo espectáculo do Teatro Bruto não será por isso menos cosmopolita, mas será mais patogénico. Porque o título alude a essa síndrome que leva vítimas de rapto a desenvolver uma particular simpatia pelo seu sequestrador.
Poeta cuja lâmina psicológica vem sendo afiada em textos dramáticos como Nenhures (2008) e Reféns (2009), o portuense Daniel Jonas volta a colaborar com Ana Luena em mais um objecto, temática e disciplinarmente, excêntrico.
Também em Estocolmo a intervenção musical – desta vez, a cargo de Peixe (membro dos camaleónicos Zelig) – volta a ser mais do que paisagística ou decorativa. Um traço que marca as criações do pentateuco aberrante que o Teatro Bruto iniciou há dois anos, ciclo de cinco espectáculos centrado no mito de Prometeu e nas figurações do monstro.

texto original Daniel Jonas
encenação, cenografia e figurinos Ana Luena
música original Peixe
desenho de luz Rui Monteiro
interpretação Pedro Mendonça, Rute Pimenta (actores); Peixe (músico)
co-produção Teatro Bruto, TNSJ
classificação etária M/12 anos

No Teatro Carlos Alberto no Porto, de 6 a 16 de Outubro.

Kommentare

  1. Bom, pelos vistos estás a aproveitar em grande a época teatral na Invicta! :)))

    Beijocas!

    ps - não sei se esta peça me convencia por aí além... ;)dd

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  2. Pelo menos beneficio da informação! :-))

    Abraço

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