A praia da minha vida

Não é assim tão simples escrever sobre A praia da minha vida, tema proposto este Verão pelo Carlos Barbosa de Oliveira do "Crónicas do Rochedo".


Como a minha mãe era natural de Trás-os-Montes, já tinha 8 anos quando viu pela primeira vez o mar. Desde aquele momento que detestou a praia.
Já mãe e a viver no Porto ainda tentou fazer comigo uma temporada de praia: alugou uma barraca na Praia de Leça da Palmeira, onde se escondia todo o dia para evitar apanhar qualquer raiozito de sol. Um dia as suas pernas incharam de tal maneira e sentiu-se tão indisposta, que foi obrigada a chamar o médico. Nunca mais lá voltamos.
Enquanto todas as minhas amigas faziam férias junto ao mar, eu tinha de me contentar em acompanhar a minha mãe até Caldelas.
Desde sempre que os meus tios de Lisboa queriam que eu os visitasse e passasse com eles o Verão na casa da Assafora, mas como a minha mãe nunca gostou da família do meu pai, recusava-se que eu fosse.
Num Verão, tinha eu nessa altura 15 anos, tanto insisti, que ela acabou por me me deixar ir. A partir de então e até eu ir para Londres, passei todos os verões nas casas dos meus tios de Lisboa e da Assafora. Não exagero ao dizer, que foram os verões mais felizes da minha vida.
A Casa da Torre ficava dentro do pinhal e para irmos à praia tínhamos que descer uma falésia, daí ter por nome a Praia da Falésia. Nunca cheguei a saber o verdadeiro nome dessa praia deserta, não vigiada, tendo os meus tios, os seus amigos e convidados como únicos frequentadores.

Kommentare

  1. A tua mãe devia ser como a minha avó, que detestava praia. Aliás, nunca vestiu um fato de banho na vida, que os achava indecorosos... :)

    Mas pelo menos conheceste a praia pelo olhar de quem gosta dela e tens essas boas lembranças de férias com os tios. Que isso de ir para Caldelas não me parece grande graça para uma criança... :)))

    Beijocas!

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  2. Obrigado pela participação, Teresa.
    Com o seu post encerro amanhã o desafio.
    Tinha uma tia que padecia do mesmo mal da sua Mãe. Felizmente para o meu primo, ela deixava-o ir connosco todos os anos e, curioso, ainda hoje ele fala muitas vezes daqueles Verões em que se sentia verdadeiramente feliz.

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  3. Tal como o Carlos, eu tenho uma tia que tinha o mesmo problema que a sua mãe.
    Tem um apartamento na Figueira, vai para lá, mas não vai à praia.
    Gostei de ler o seu relato.
    Mesmo sem conhecer a praia.

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  4. Todos temos as nossas preferências, uns gostam do campo, outros da praia. São preferências que em boa parte nos são transmitidas pelos hábitos que os nossos pais e avós nos transmitiram, ou então não. Mas eu invejo essa tua praia deserta e sem nome porque era mesmo vossa, assim como uma espécie de praia privativa.

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  5. Belas recordações bem escritas que nos fazem lembrar aquelas coisinhas do passado que nos ficam para sempre.
    Bem haja, Teresa.

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  6. Boas recordações de infância e da família!
    Já a praia da minha infância foi a da minha mãe e dos pais dela - Nazaré!

    Abraço

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  7. Uau
    Uma praia deserta com poucos visitantes. Parece o sonho de qualquer um que adore praia, tal como eu.

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  8. Laufen gegen den Widerstand des Wassers trainiert auf spielerische Art die Beinmuskeln. Da die Füße kühl bleiben, wird auch bei Hitze der Körper nicht überwärmt.

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  9. Meerespflege pur:
    Aminosäuren, Mineralien und eine Fülle von wichtigen Vitaminen sind das Geheimnis, warum Algen so intensiv auf die oft sensible Gesichtshaut einwirken.

    Krustentiere, Austern, Kaviar und Algen - bislang nur ein Gaumenspaß für Gourmets - bringen jetzt den Körper in Topform.
    Der Grund: Sie enthalten alle Wirkstoffe, die die Haut braucht um straff und schön zu bleiben.

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