Donnerstag, 18. August 2011

A praia da minha vida

Não é assim tão simples escrever sobre A praia da minha vida, tema proposto este Verão pelo Carlos Barbosa de Oliveira do "Crónicas do Rochedo".


Como a minha mãe era natural de Trás-os-Montes, já tinha 8 anos quando viu pela primeira vez o mar. Desde aquele momento que detestou a praia.
Já mãe e a viver no Porto ainda tentou fazer comigo uma temporada de praia: alugou uma barraca na Praia de Leça da Palmeira, onde se escondia todo o dia para evitar apanhar qualquer raiozito de sol. Um dia as suas pernas incharam de tal maneira e sentiu-se tão indisposta, que foi obrigada a chamar o médico. Nunca mais lá voltamos.
Enquanto todas as minhas amigas faziam férias junto ao mar, eu tinha de me contentar em acompanhar a minha mãe até Caldelas.
Desde sempre que os meus tios de Lisboa queriam que eu os visitasse e passasse com eles o Verão na casa da Assafora, mas como a minha mãe nunca gostou da família do meu pai, recusava-se que eu fosse.
Num Verão, tinha eu nessa altura 15 anos, tanto insisti, que ela acabou por me me deixar ir. A partir de então e até eu ir para Londres, passei todos os verões nas casas dos meus tios de Lisboa e da Assafora. Não exagero ao dizer, que foram os verões mais felizes da minha vida.
A Casa da Torre ficava dentro do pinhal e para irmos à praia tínhamos que descer uma falésia, daí ter por nome a Praia da Falésia. Nunca cheguei a saber o verdadeiro nome dessa praia deserta, não vigiada, tendo os meus tios, os seus amigos e convidados como únicos frequentadores.

Kommentare:

  1. A tua mãe devia ser como a minha avó, que detestava praia. Aliás, nunca vestiu um fato de banho na vida, que os achava indecorosos... :)

    Mas pelo menos conheceste a praia pelo olhar de quem gosta dela e tens essas boas lembranças de férias com os tios. Que isso de ir para Caldelas não me parece grande graça para uma criança... :)))

    Beijocas!

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  2. Obrigado pela participação, Teresa.
    Com o seu post encerro amanhã o desafio.
    Tinha uma tia que padecia do mesmo mal da sua Mãe. Felizmente para o meu primo, ela deixava-o ir connosco todos os anos e, curioso, ainda hoje ele fala muitas vezes daqueles Verões em que se sentia verdadeiramente feliz.

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  3. Tal como o Carlos, eu tenho uma tia que tinha o mesmo problema que a sua mãe.
    Tem um apartamento na Figueira, vai para lá, mas não vai à praia.
    Gostei de ler o seu relato.
    Mesmo sem conhecer a praia.

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  4. Todos temos as nossas preferências, uns gostam do campo, outros da praia. São preferências que em boa parte nos são transmitidas pelos hábitos que os nossos pais e avós nos transmitiram, ou então não. Mas eu invejo essa tua praia deserta e sem nome porque era mesmo vossa, assim como uma espécie de praia privativa.

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  5. Belas recordações bem escritas que nos fazem lembrar aquelas coisinhas do passado que nos ficam para sempre.
    Bem haja, Teresa.

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  6. Boas recordações de infância e da família!
    Já a praia da minha infância foi a da minha mãe e dos pais dela - Nazaré!

    Abraço

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  7. Uau
    Uma praia deserta com poucos visitantes. Parece o sonho de qualquer um que adore praia, tal como eu.

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  8. Laufen gegen den Widerstand des Wassers trainiert auf spielerische Art die Beinmuskeln. Da die Füße kühl bleiben, wird auch bei Hitze der Körper nicht überwärmt.

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  9. Meerespflege pur:
    Aminosäuren, Mineralien und eine Fülle von wichtigen Vitaminen sind das Geheimnis, warum Algen so intensiv auf die oft sensible Gesichtshaut einwirken.

    Krustentiere, Austern, Kaviar und Algen - bislang nur ein Gaumenspaß für Gourmets - bringen jetzt den Körper in Topform.
    Der Grund: Sie enthalten alle Wirkstoffe, die die Haut braucht um straff und schön zu bleiben.

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A minha alegria é o aroma de tangerina nos dedos

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Düsseldorf, Nordrhein-Westfalen, Germany
Lamego foi a cidade que me viu nascer. Porto foi a cidade que me viu crescer. Düsseldorf é a cidade que está a ver-me envelhecer.

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“Quando todos pensam o mesmo, ninguém pensa muito”
Søren Aabye Kierkegaard

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I – AVÉ-MARIAS

Nas nossas ruas, ao anoitecer,
Há tal soturnidade, há tal melancolia,
Que as sombras, o bulício, o Tejo, a maresia
Despertam-me um desejo absurdo de sofrer.

O céu parece baixo e de neblina,
O gás extravasado enjoa-me, perturba;
E os edifícios, com as chaminés, e a turba
Toldam-se duma cor monótona e londrina.

Batem os carros d'aluguer, ao fundo,
Levando à via férrea os que se vão. Felizes!
Ocorrem-me em revista exposições, países:
Madrid, Paris, Berlim, S. Petersburgo, o mundo!

Semelham-se a gaiolas, com viveiros,
As edificações somente emadeiradas:
Como morcegos, ao cair das badaladas,
Saltam de viga em viga os mestres carpinteiros.

Voltam os calafates, aos magotes,
De jaquetão ao ombro, enfarruscados, secos;
Embrenho-me, a cismar, por boqueirões, por becos,
Ou erro pelos cais a que se atracam botes.

E evoco, então, as crónicas navais:
Mouros, baixéis, heróis, tudo ressuscitado!
Luta Camões no mar, salvando um livro a nado!
Singram soberbas naus que eu não verei jamais!

E o fim da tarde inspira-me; e incomoda!
De um couraçado inglês vogam os escaleres;
E em terra num tinir de louças e talheres
Flamejam, ao jantar, alguns hotéis da moda.

Num trem de praça arengam dois dentistas;
Um trôpego arlequim braceja numas andas;
Os querubins do lar flutuam nas varandas;
Às portas, em cabelo, enfadam-se os lojistas!

Vazam-se os arsenais e as oficinas;
Reluz, viscoso, o rio, apressam-se as obreiras;
E num cardume negro, hercúleas, galhofeiras,
Correndo com firmeza, assomam as varinas.

Vem sacudindo as ancas opulentas!
Seus troncos varonis recordam-me pilastras;
E algumas, à cabeça, embalam nas canastras
Os filhos que depois naufragam nas tormentas.

Descalças! Nas descargas de carvão,
Desde manhã à noite, a bordo das fragatas;
E apinham-se num bairro aonde miam gatas,
E o peixe podre gera focos de infecção!

Cesário Verde

O sentimento de um Ocidental

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CARTÃO PRÓSPERO

É o nome de uma das mais emblemáticas personagens de Shakespeare: Próspero, o mago de "A Tempestade". Muitos viram nele a encarnação dramática do Bardo de Stratford-upon-Avon e a metáfora do próprio Teatro. Próspero é também o nome de um Cartão que o TNSJ concebeu para servir de presente de Natal ou aniversário.
Entre os benefícios concedidos por este Próspero, contam-se entradas duplas para espetáculos da programação TNSJ, descontos especiais em publicações, e convites para ensaios abertos e actividades paralelas.
Mais informações nas Bilheteiras do TNSJ.

Passeios literários

Lista de boas intenções

Deitar cedo e cedo erguer, dá saúde e faz crescer!

Quero separar-me de tudo aquilo, que não preciso. Só quem larga, tem as mãos livres!

Não guardes para amanhã, o que podes fazer hoje!

Certificado de Participação

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"O acaso faz com que essas duas
Que a sorte sempre separou
Se cruzem pela mesma rua
Olhando-se com a mesma dor".
Chico Buarque, "Umas e Outrass"


Livro, um amigo
para brincar comigo,
um navio para viajar,
um jardim para brincar,
uma escola para levar
debaixo do braço.

If I should learn, in some quite casual way
That you were gone, not to return again -
… I should but watch the station lights rush by
With a more careful interest on my face.

Edna St. Vicent Millay

A verdadeira viagem de descoberta consiste não em ver novas paisagens, mas em vê-las com novos olhos.

Marcel Proust

  • Große Bücher haben viele Kerne. Aber wenn Orhan Pamuk noch irgendetwas aus dieser Zeit besitzt, vielleicht ein Teeglas, dessen Rand sich noch immer an die süßen Lippen und den kleinen Mund der Schwarzen Rose erinnern kann, als sei er gestern davon berührt worden, dann werden wir dieses Glas eines Tages im Museum der Unschuld sehen und uns an die Zauberworte erinnern, die sein Schlaf geboren hat.
O caminho para todas as coisas grandiosas passa pelo silêncio.

Friedrich Nietzsche

ZEIT ZUM LESEN

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Seit 4. September 2008 probiert Teresa ihr neues BÄREN Leben aus!

Demasiada pequena para pensar em Deus
Demasiada segura de si mesma para pensar em Deus
Demasiada enamorada para pensar em Deus
Demasiada ocupada para pensar em Deus
Demasiada cansada para pensar em Deus
- demasiado tarde para pensar em Deus
Like sands thru the hour glass so are the days of our lives.

Nada te perturbe,
Nada te espante,
Tudo passa,
Deus não muda,
A paciência tudo alcança;
Quem a Deus tem
Nada lhe falta:
Só Deus basta.

Eleva o pensamento,
Ao céu sobe,
Por nada te angusties,
Nada te perturbe.

Stª Teresa D'Ávila
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Escrever é pura e simplesmente uma maneira de criar imagens multicolores!

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Muito obrigada à Edna pela nomeação

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Directo do Porto para Düsseldorf do Artista Maldito com a benção do Joseph Beuys

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Do ARTISTA MALDITO

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