Maria Assunção Andrade Esteves é a primeira mulher no segundo cargo público mais importante em Portugal


Maria Assunção Andrade Esteves de 54 anos é a primeira mulher a presidir à Assembleia da República. A ex-juíza obteve 186 dos 230 votos possíveis, somando aos 108 do PSD, os votos do CDS, que já tinha manifestado apoio à ex-eurodeputada, e de deputados de outras bancadas, provavelmente do PS. Houve 41 votos brancos e um nulo. Na eleição de ontem, Fernando Nobre não foi além de 106 votos, sendo que são necessários 116 para eleger o presidente da AR.
A meu ver, não podia haver melhor escolha: livramo-nos do Nobre e foi eleita alguém que realmente sabe sobre a constituição.

Kommentare

  1. O chumbo do Nobre, afinal, até teve um desfecho positivo
    Esta é uma boa notícia.
    Quando é que teremos uma senhora a ocupar o cargo de Presidente da República?
    É o único que falta.

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  2. Tal como tu, fiquei agradada com esta escolha!Sinal que nem todos os deputados andam a dormir na forma... :)

    Quanto ao Nobre, nem vou acrescentar mais nada, a não ser que "cada um faz a cama em que se deita"! :D

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  3. ... e uma agradável surpresa de Pedro Passos Coelho que surpreendeu pela positiva, há que o reconhecer!

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  4. A História escreve-se, a mais das vezes, pelos caminhos do inimaginável.
    Temos, afinal, que estar agradecidos à teimosia infantil de PPC e à teimosia imbecil do urologista da AMI.Não fora isso e não teríamos Assunção Esteves como Presidente da AR.
    Não sei se a escolha terá sido de PPC, tenho fortes dúvidas...
    Seja como for, a AR (a Casa do Mapa do Povo, como lhe chamou Assunção Esteves)está duplamente de parabéns. Primeiro por ter rejeitado, categoricamente, o urologista; depois por ter eleito, de forma tão expressiva,Assunção Esteves, uma mulher (que conheci, pessoalmente, há uns anos) culta, de têmpera e de pensamento livre, como o demonstrou quando votou SIM no referendo sobre o aborto, ao arrepio da opinião generalizada do seu Partido (PSD) e do CDS, ambos hoje coligados na governação.
    Em minha opinião, o discurso de eleição de Assunção Esteves foi notável!
    Recordo parte do que disse aos deputados e ao país:
    "Somos nós o cais da esperança de quem, num domingo de Junho, saiu de casa para nos escolher e da esperança que não saiu, que é dos cidadãos que lá bem no fundo esperam para se reconciliar com a política"...Verdadeiramente o que se nos exige é a reinvenção da democracia...Dedico este momento de alegria a todas as mulheres, quer políticas, quer anónimas e oprimidas..."
    Um abraço do amigo de longe.

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  5. (Adorei o seu primeiro discurso que transpareceu uma ternura cristã... que tenha um bom trabalho e que, com a sua felicidade, nos faça também felizes...)

    ;)

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  6. Junto ao que já disse o Carlos Albuquerque, parte de um texto publicado pela imprensa: "A presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, dedicou hoje a sua eleição, a primeira de uma mulher no cargo, a "todas as mulheres", sobretudo às "oprimidas", prometendo dedicar cada dia à "redenção histórica da sua circunstância".

    "Dedico este meu momento de alegria a todas as mulheres, às mulheres políticas que trazem para o espaço público o valor da entrega e a matriz do amor, mas sobretudo às mulheres anónimas e oprimidas", afirmou Assunção Esteves.

    A primeira mulher eleita presidente do Parlamento comprometeu-se a fazer "de cada dia um esforço para a redenção histórica" da "circunstância" dessas mulheres.

    A ELEIÇÃO MERECEU O ELOGIO, SEM RESERVAS, DE TODAS AS BANCADAS PARLAMENTARES.

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  7. Breve perfil de Assunção Esteves:

    Maria Assunção Andrade Esteves, de 54 anos, foi juíza do Tribunal Constitucional.

    É licenciada em Direito pela Faculdade de Direito de Lisboa e mestre em Ciências Jurídico-Políticas.

    Foi eleita deputada pela primeira vez em 1987, pelo círculo de Vila Real, aquando da primeira maioria absoluta do PSD com Cavaco Silva.

    Foi novamente eleita em 2002, já com Durão Barroso no Governo, tendo sido escolhida para presidir à Comissão Parlamentar de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias.

    Integrou a lista da coligação PSD/CDS-PP, em 2004, tendo sido eleita eurodeputada.

    Assunção Esteves é apoiante de Pedro Passos Coelho desde o primeiro momento, tendo expresso o seu apoio em 2008, quando o atual líder correu contra Manuela Ferreira Leite e Pedro Santana Lopes.

    Sobre Passos Coelho, Assunção Esteves dizia representar "o renascer de uma linha social liberal há muito esquecida" no PSD.

    A deputada ocupava o 6.º lugar da lista de candidatos do PSD, pelo círculo de Lisboa, nas legislativas de 5 de junho.

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  8. Não é da minha área política mas fiquei satisfeita!
    Creio que um novo tipo de linguagem vai surgir na AR.
    O ideal seria agora Maria de Belém deixar de ser líder interina de bancada e passar a efectiva!

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