Montag, 25. April 2011

1974 — O ABRIL PORTUGUÊS

A cidade do Porto celebra memória do povo

"Música e Revolução" é já um dos mais emblemáticos programas regulares da Casa da Música, sempre entre o 25 de abril e o 1º de maio, e que este ano regressa com uma força invulgar. Não apenas pelo lugar de destaque dado a outras revoluções musicais norte-americanas mas sobretudo por um momento único, marcado para segunda-feira, dia 25, a ser protagonizado pela pianista Ursula Oppens, a quem caberá interpretar as 36 variações sobre "El Pueblo Unido Jamás Será Vencido", de Frederic Rzewski.
Se há, nas últimas décadas do século XX, um canto revolucionário por excelência é este tema, popularizado no Chile da Unidade Popular pelo grupo Quilapayun, cujos membros escreveram a letra a partir da melodia construída pelo compositor Sergio Ortega.
Em Portugal, foi Luís Cília, ainda em 1974, a popularizar o tema, que depressa deixou de ter autor, origem ou referências absolutas. Transformou-se na canção do povo, ainda hoje entoada nas mais diversas circunstâncias.
As variações começaram a tomar forma em Itália, quando, já em tempos de ditadura de Pinochet no Chile, Sergio Ortega se encontrou com Frederic Rzewski, compositor norte-americano de descendência polaca, com quem construiu uma amizade só desfeita pela morte de Ortega. Pouco tempo após este encontro, a pianista Ursula Oppens contactou Rzewski para lhe encomendar uma obra que tomasse como referência as "Variações Diabelli", de Beethoven.
Dois meses depois recebia a partitura de "The People United Will Never Be Defeated", um conjunto de tema e 36 variações, estreado pela pianista a 7 de fevereiro de 1975, no John F. Kennedy Centre of Performing Arts, em Nova Iorque.
Ursula Oppens gravou a peça em 1979 num LP que foi nomeado para um Grammy e que recebeu o prémio Disco do Ano, atribuído pela revista "Record World". Outro momento especial do programa deste ano será, no dia 30, a estreia em Portugal, na sua versão original, de "Amériques", a sinfonia de Edgar Varese. E, num ano dedicado à América, há um lugar de destaque para alguns dos mais importantes representantes da chamada Escola de Nova Iorque, com o programa a acolher composições de John Cage ou Morton Feldman.
Embora da área da música popular, mas tidos como herdeiros da Escola de Nova Iorque, Frank Zappa, John Zorn e Elliot Sharp terão também as suas músicas espalhadas por este palco da revolução.

Kommentare:

  1. Também recordei o "meu" 25 de Abril.
    Infelizmente, com algumas más memórias.
    Que não escondo, nem nego

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  2. Quem é que não se recorda?
    Uma revolução que fez vibrar o coração de todos os oprimidos e que trouxe a esperança a milhões de Portugueses, não podia nem pode cair no esquecimento.
    VIVA O 25 DE ABRIL SEMPRE.

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  3. Claro que Viva o 25 de Abril, pelo que representou !...
    mas não acredito em romantismos, festejos, discursos, manifestações e saudosismos.
    Temos é que mudar MENTALIDADES objectivamente !
    Deixemos as festas e empenhemo-nos nas nossas capacidades para tornar Portugal num grande país europeu !
    .

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  4. Os nascidos antes de 74 tinham uma vantagem, sabiam pegar em armas...

    ;)

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  5. E hoje é outro dia ...

    E cá estou para te dizer olá e desejar mesmo à distência um bom 25 de Abril, já que por cá ele está muito desgastado e ensombrado.

    Um abraço grande

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  6. Eu não vivi o vosso Abril, mas admiro-o profundamente.
    bji

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  7. Não festejo o 25 de Abril, mas sim, a Segunda-Feira de Páscoa com a família.
    Sinto muito em não assistir ao concerto de hoje na Casa da Música do Porto.

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  8. Nina, eu também não vivi o 25 de Abril 1974, mas como tu admiro-o profundamente, e continuo a gritar:

    VIVA A LIBERDADE!!!

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  9. Quem, como eu, viveu o antes e o depois, melhor sabe dar valor ao 25de Abril. Apesar dos tempos conturbados por que estamos a passar, o depois é bem melhor em todos os aspetos.
    VIVA A LIBERDADE.

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  10. 25 de Abril, sempre! Nunca poderemos agradecer o suficiente àqueles homens (e mulheres) que lutaram para dar ao povo a LIBERDADE!

    Quanto ao concerto, como é óbvio, não foste a única a perder. Distância... ;)

    Beijocas!

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Düsseldorf, Nordrhein-Westfalen, Germany
Lamego foi a cidade que me viu nascer. Porto foi a cidade que me viu crescer. Düsseldorf é a cidade que está a ver-me envelhecer.

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I – AVÉ-MARIAS

Nas nossas ruas, ao anoitecer,
Há tal soturnidade, há tal melancolia,
Que as sombras, o bulício, o Tejo, a maresia
Despertam-me um desejo absurdo de sofrer.

O céu parece baixo e de neblina,
O gás extravasado enjoa-me, perturba;
E os edifícios, com as chaminés, e a turba
Toldam-se duma cor monótona e londrina.

Batem os carros d'aluguer, ao fundo,
Levando à via férrea os que se vão. Felizes!
Ocorrem-me em revista exposições, países:
Madrid, Paris, Berlim, S. Petersburgo, o mundo!

Semelham-se a gaiolas, com viveiros,
As edificações somente emadeiradas:
Como morcegos, ao cair das badaladas,
Saltam de viga em viga os mestres carpinteiros.

Voltam os calafates, aos magotes,
De jaquetão ao ombro, enfarruscados, secos;
Embrenho-me, a cismar, por boqueirões, por becos,
Ou erro pelos cais a que se atracam botes.

E evoco, então, as crónicas navais:
Mouros, baixéis, heróis, tudo ressuscitado!
Luta Camões no mar, salvando um livro a nado!
Singram soberbas naus que eu não verei jamais!

E o fim da tarde inspira-me; e incomoda!
De um couraçado inglês vogam os escaleres;
E em terra num tinir de louças e talheres
Flamejam, ao jantar, alguns hotéis da moda.

Num trem de praça arengam dois dentistas;
Um trôpego arlequim braceja numas andas;
Os querubins do lar flutuam nas varandas;
Às portas, em cabelo, enfadam-se os lojistas!

Vazam-se os arsenais e as oficinas;
Reluz, viscoso, o rio, apressam-se as obreiras;
E num cardume negro, hercúleas, galhofeiras,
Correndo com firmeza, assomam as varinas.

Vem sacudindo as ancas opulentas!
Seus troncos varonis recordam-me pilastras;
E algumas, à cabeça, embalam nas canastras
Os filhos que depois naufragam nas tormentas.

Descalças! Nas descargas de carvão,
Desde manhã à noite, a bordo das fragatas;
E apinham-se num bairro aonde miam gatas,
E o peixe podre gera focos de infecção!

Cesário Verde

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É o nome de uma das mais emblemáticas personagens de Shakespeare: Próspero, o mago de "A Tempestade". Muitos viram nele a encarnação dramática do Bardo de Stratford-upon-Avon e a metáfora do próprio Teatro. Próspero é também o nome de um Cartão que o TNSJ concebeu para servir de presente de Natal ou aniversário.
Entre os benefícios concedidos por este Próspero, contam-se entradas duplas para espetáculos da programação TNSJ, descontos especiais em publicações, e convites para ensaios abertos e actividades paralelas.
Mais informações nas Bilheteiras do TNSJ.

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Deitar cedo e cedo erguer, dá saúde e faz crescer!

Quero separar-me de tudo aquilo, que não preciso. Só quem larga, tem as mãos livres!

Não guardes para amanhã, o que podes fazer hoje!

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"O acaso faz com que essas duas
Que a sorte sempre separou
Se cruzem pela mesma rua
Olhando-se com a mesma dor".
Chico Buarque, "Umas e Outrass"


Livro, um amigo
para brincar comigo,
um navio para viajar,
um jardim para brincar,
uma escola para levar
debaixo do braço.

If I should learn, in some quite casual way
That you were gone, not to return again -
… I should but watch the station lights rush by
With a more careful interest on my face.

Edna St. Vicent Millay

A verdadeira viagem de descoberta consiste não em ver novas paisagens, mas em vê-las com novos olhos.

Marcel Proust

  • Große Bücher haben viele Kerne. Aber wenn Orhan Pamuk noch irgendetwas aus dieser Zeit besitzt, vielleicht ein Teeglas, dessen Rand sich noch immer an die süßen Lippen und den kleinen Mund der Schwarzen Rose erinnern kann, als sei er gestern davon berührt worden, dann werden wir dieses Glas eines Tages im Museum der Unschuld sehen und uns an die Zauberworte erinnern, die sein Schlaf geboren hat.
O caminho para todas as coisas grandiosas passa pelo silêncio.

Friedrich Nietzsche

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Seit 4. September 2008 probiert Teresa ihr neues BÄREN Leben aus!

Demasiada pequena para pensar em Deus
Demasiada segura de si mesma para pensar em Deus
Demasiada enamorada para pensar em Deus
Demasiada ocupada para pensar em Deus
Demasiada cansada para pensar em Deus
- demasiado tarde para pensar em Deus
Like sands thru the hour glass so are the days of our lives.

Nada te perturbe,
Nada te espante,
Tudo passa,
Deus não muda,
A paciência tudo alcança;
Quem a Deus tem
Nada lhe falta:
Só Deus basta.

Eleva o pensamento,
Ao céu sobe,
Por nada te angusties,
Nada te perturbe.

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