Dienstag, 14. September 2010

Fahrenheit 451 ou Grau de Destruição

— O que faz nas horas de folga, Montag?
— Muita coisa... corto a relva.
— E se fosse proibido?
— Ficaria a vê-la crescer, senhor.
— Você tem futuro.

Fahrenheit 451 ou Grau de Destruição é a adaptação cinematográfica do romance homónimo do escritor de ficção-científica norte-americano de ascendência sueca, Ray Bradbury, realizada por François Truffaut em 1966. Com um dos meus actores preferidos, o austríaco Oskar Werner e a inglesa Julie Christie. A banda sonora é de Bernard Herrmann — compositor favorito de Alfred Hitchcock — e a realização de fotografia de Nicolas Roeg.
O filme mostra-nos um futuro em que os livros são considerados maléficos e proibidos, substituídos por apáticos programas de TV e jornais que trazem apenas ilustrações.
Os bombeiros são encarregados de localizar os livros e queimá-los — o título refere-se à temperatura em que o papel entra em combustão — mas um deles, dos mais competentes e que espera por uma promoção, acaba por compreender o vazio da sua vida e encanta-se com a magia de alguns títulos que salvou — por trás de cada um há uma pessoa — diz.
Ele tenta insurgir-se contra a situação com a ajuda de uma moça misteriosa — Julie Christie, que faz papel duplo representando também a mulher de Montag —
A adaptação é bastante fiel ao texto original, Truffaut acertou ao criar um futuro atemporal, não ficando ridículo com o passar dos anos.
O filme ficou, no entanto, abaixo da minha expectativa. É um filme excessivamente distanciado, com diálogos fracos — Truffaut, que não sabia inglês, gostava mais da dobragem em francês que ele mesmo supervisionou. Quase um fracasso e está muito distante das obras-primas do realizador.

Kommentare:

  1. esse filme é sensacional. beijos, pedrita

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  2. BLACK BOX | Di, 14.9., 17.30 Uhr mit Christa
    Fahrenheit 451
    GB/US 1966, 113', DF (ab 12)
    Regie: François Truffaut, mit Oskar Werner, Julie Christie, Cyril Cusack u.a.
    Science Fiction-Klassiker von François Truffaut nach einer Romanvorlage von Ray Bradbury: Eine behördliche Feuerbrigade macht in einer in der Zukunft angesiedelten Gesellschaft erbarmungslos Jagd auf Bücher und deren Besitzer, anweil die Machthaber eines kulturfeindlichen Regimes den menschlichen Geist durch die Massenmedien der Unterhaltungsbranche knebeln wollen. Ein Film, der an die Vernunft appelliert und gleichzeitig das Interesse an der Ungewissheit deutlich werden lässt.

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  3. Apesar de tudo se houvesse que escolher um só filme entre os que mais marcaram a minha personalidade teria de ser este.
    Vi o Fahrenheit 451 ainda adolescente, desde de então a minha paixão por livros passou a ser de um respeito absoluto, a minha oposição à censura (que não vivera) passou a ser total e levei a sonhar anos com a dona da biblioteca escondida a morrer sobre os seus livros e a tentar descobrir qual o livro que encarnaria (este ainda procuro incessantemente)

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  4. Vi o filme há muitos anos e depois andei com a minha irmã à procura do livro. Também me interroguei sobre qual seria o livro que tentaria salvar.

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  5. eu entendo o q vc diz em relação a fahrenheit, eu adorei esse filme, mas eu já vi alguns filmes consagrados q tinha expectativa demais e me decepcionei. foi o caso de cidadão kane q achei um filme datado. sim, consegui como vc ver q é um grande filme, mas não consegui gostar nem achar tudo o q dizem. beijos, pedrita

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  6. Não vi o filme, nem li o livro, embora já os tenha procurado por aí, sem sucesso, por me dizerem que são ambos muito bons. Mas óbvio que nem todos temos gostos iguais... :)

    Beijocas!

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  7. DEpois de ver "les 400 coups" fiquei emocionalmente apanhado por Truffaut. Mesmo se Fahrenheit 451 fosse um mau filme (e não é) teria gostado imenso, como gostei (não li o livro...)

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  8. Não vi o filme, mas o livro li-o o ano passado achei-o simplesmente fantástico!

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Lamego foi a cidade que me viu nascer. Porto foi a cidade que me viu crescer. Düsseldorf é a cidade que está a ver-me envelhecer.

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I – AVÉ-MARIAS

Nas nossas ruas, ao anoitecer,
Há tal soturnidade, há tal melancolia,
Que as sombras, o bulício, o Tejo, a maresia
Despertam-me um desejo absurdo de sofrer.

O céu parece baixo e de neblina,
O gás extravasado enjoa-me, perturba;
E os edifícios, com as chaminés, e a turba
Toldam-se duma cor monótona e londrina.

Batem os carros d'aluguer, ao fundo,
Levando à via férrea os que se vão. Felizes!
Ocorrem-me em revista exposições, países:
Madrid, Paris, Berlim, S. Petersburgo, o mundo!

Semelham-se a gaiolas, com viveiros,
As edificações somente emadeiradas:
Como morcegos, ao cair das badaladas,
Saltam de viga em viga os mestres carpinteiros.

Voltam os calafates, aos magotes,
De jaquetão ao ombro, enfarruscados, secos;
Embrenho-me, a cismar, por boqueirões, por becos,
Ou erro pelos cais a que se atracam botes.

E evoco, então, as crónicas navais:
Mouros, baixéis, heróis, tudo ressuscitado!
Luta Camões no mar, salvando um livro a nado!
Singram soberbas naus que eu não verei jamais!

E o fim da tarde inspira-me; e incomoda!
De um couraçado inglês vogam os escaleres;
E em terra num tinir de louças e talheres
Flamejam, ao jantar, alguns hotéis da moda.

Num trem de praça arengam dois dentistas;
Um trôpego arlequim braceja numas andas;
Os querubins do lar flutuam nas varandas;
Às portas, em cabelo, enfadam-se os lojistas!

Vazam-se os arsenais e as oficinas;
Reluz, viscoso, o rio, apressam-se as obreiras;
E num cardume negro, hercúleas, galhofeiras,
Correndo com firmeza, assomam as varinas.

Vem sacudindo as ancas opulentas!
Seus troncos varonis recordam-me pilastras;
E algumas, à cabeça, embalam nas canastras
Os filhos que depois naufragam nas tormentas.

Descalças! Nas descargas de carvão,
Desde manhã à noite, a bordo das fragatas;
E apinham-se num bairro aonde miam gatas,
E o peixe podre gera focos de infecção!

Cesário Verde

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É o nome de uma das mais emblemáticas personagens de Shakespeare: Próspero, o mago de "A Tempestade". Muitos viram nele a encarnação dramática do Bardo de Stratford-upon-Avon e a metáfora do próprio Teatro. Próspero é também o nome de um Cartão que o TNSJ concebeu para servir de presente de Natal ou aniversário.
Entre os benefícios concedidos por este Próspero, contam-se entradas duplas para espetáculos da programação TNSJ, descontos especiais em publicações, e convites para ensaios abertos e actividades paralelas.
Mais informações nas Bilheteiras do TNSJ.

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"O acaso faz com que essas duas
Que a sorte sempre separou
Se cruzem pela mesma rua
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para brincar comigo,
um navio para viajar,
um jardim para brincar,
uma escola para levar
debaixo do braço.

If I should learn, in some quite casual way
That you were gone, not to return again -
… I should but watch the station lights rush by
With a more careful interest on my face.

Edna St. Vicent Millay

A verdadeira viagem de descoberta consiste não em ver novas paisagens, mas em vê-las com novos olhos.

Marcel Proust

  • Große Bücher haben viele Kerne. Aber wenn Orhan Pamuk noch irgendetwas aus dieser Zeit besitzt, vielleicht ein Teeglas, dessen Rand sich noch immer an die süßen Lippen und den kleinen Mund der Schwarzen Rose erinnern kann, als sei er gestern davon berührt worden, dann werden wir dieses Glas eines Tages im Museum der Unschuld sehen und uns an die Zauberworte erinnern, die sein Schlaf geboren hat.
O caminho para todas as coisas grandiosas passa pelo silêncio.

Friedrich Nietzsche

ZEIT ZUM LESEN

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Demasiada pequena para pensar em Deus
Demasiada segura de si mesma para pensar em Deus
Demasiada enamorada para pensar em Deus
Demasiada ocupada para pensar em Deus
Demasiada cansada para pensar em Deus
- demasiado tarde para pensar em Deus
Like sands thru the hour glass so are the days of our lives.

Nada te perturbe,
Nada te espante,
Tudo passa,
Deus não muda,
A paciência tudo alcança;
Quem a Deus tem
Nada lhe falta:
Só Deus basta.

Eleva o pensamento,
Ao céu sobe,
Por nada te angusties,
Nada te perturbe.

Stª Teresa D'Ávila
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