PORTUCALE

Junto do rio, o burgo amuralhado
contempla as àguas com profundo gozo,
- torres cristas, romanico portado,
e o castro ao cimo, rude e pedregoso.

Um coração que bata compassado
lembra, batendo, o velho burgo ansioso.
E o burgo oscila como que embarcado
- oscila sobre as àguas em repouso.

Chamou-se Portucale o burgo antigo.
À flor das ondas, a cismar consigo,
é terra ainda e já pertence ao mar...

Nasceu depois um reino pequenino.
E porque herdou do burgo o seu destino,
tomou-lhe o nome, ao ir-se baptizar!

António Sardinha
Pequena Casa Lusitana

Gravura antiga da cidade do Porto

Kommentare

  1. Olá amiga Teresa
    Muito bem e apropriadamente escolhido este poema de António Sardinha. Espero que esteja a gozar bastante a sua estadia na cidade invicta.
    Muito obrigado pelo seu comentário. Gostava que mais pessoas como a Teresa me ajudassem a entender...
    Retive a dúvida que já me havia colocado a mim próprio: Se ele (o autor de Caim) não acredita em Deus por que razão está sempre em conflito com Ele? Julgo saber a resposta mas não tenho certezas; ele (o autor) está sim em conflito mas com as pessoas que acreditam, será isso?
    Mesmo com chuva, quem me dera poder estar no Porto.
    Beijinhos
    António

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  2. Olá Teresa
    Ainda por cá e não se diz nada às blogueiras portuenses?

    Quem sabe se já nos cruzámos nestas ruas da nossa cidade ...
    Desejo boa estadia e se houver tempo para um cafezinho ... Estou por aqui.

    Novidades da Isabelinha???

    Beijinhos
    Licas

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  3. Por terras portuenses, vim aqui espreitar por acaso ,como disse que não tinha computador por aí.
    AI O VÍCIO.
    Boa estadia por essa cidade invicta
    Isabel

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  4. Aproveita bem todos os momentos na cidade que tanto amas! :)

    Beijocas e diverte-te!

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  5. Boa estada no Porto, mate as saudades todas e mantenha vivo o desejo de voltar a Portugal logo que partir

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  6. Não sei se ainda estás no Porto ou se já regressaste a D'dorf.
    Em qualquer caso espero que as tuas férias tenham sido boas.
    O Porto é uma nação, carago...
    O Sardinha tem razão...
    Querida amiga, um beijo.

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