NOS TEUS ANOS, MÃE

Se eu fosse poetisa
Far-te-ia um poema,
Mãe!
Breve,
Singelo
E muito belo.

Se eu fosse pintora
Reproduziria
Na minha tela
O teu rosto
Mãe!
Esse rosto
Lindo,
Gentil,
Airoso.
O teu olhar
Azul,
Suave,
Brando,
Melodioso.

Mas não, Mãe!
Eu não sou poetisa,
Nem sou pintora,
Eu não sou nada.

Só tenho
Para te dar
O meu amor!


Foto: Nádia Jururu

Quem vive na memória da sua família não está morto, está apenas longe. Só está morto quem foi esquecido. Tenho muitas saudades tuas, mamã!

Kommentare

  1. Há coisas que se podem dizer numa palavra, num abraço, numa lembrança... para transmitir o amor, que só morre connosco!

    Beijo grande para ti!

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  2. Teresa, não vou dizer nada, entendo muito bem.

    A publicação é a de um grande amor de filha.

    Beijinhos
    Isabel

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  3. :)
    que bonitas palavras e sentimentos...

    um beijo cheio de mimo :)

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  4. Podes não te sentir poeta, mas o poema é belíssimo, já que transmite emoções e sentimentos a quem o lê.
    Eu gostei...
    Querida amiga, uma boa semana.
    Beijo.

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  5. Que lindo... fiquei emocionada... bjs

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  6. Muito bonito Teresa essa homenagem a sua mãe, mas foi poetisa, foi pintora porque pintou muito bem as palavras, e mais que tudo pintou os sentimentos.
    Beijinhos
    Isabel

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  7. Querida amiga Teresa
    Quem se atreverá a dizer que não há POESIA, que não há pintura nas letras, que não há sentimentos muito nobres e belos na sua publicação?
    Despedi-me da minha mãe fez no passado dia 11: 9 meses. Parece ter sido ontem. Mas despedi-me com as seguintes palavras: - Até amanhã, mãe! Porque intuí que nessa noite ela viajaria.
    Acha mesmo que a sua mãezinha a quereria ver em depressão em consequência da sua partida? Claro que não!
    As mulheres transmontanas são de fibra e solidárias. De Lamego a Armamar é um pulinho. Quem sabe se elas não estão contentes e já nos deixaram os seus comentários de felicidade no éter? Agarrei-me ao blogue nessa altura e a minha mãe sabe porquê.
    Sabe Teresa, também tive uma depressão major e estou neste momento a lutar, com a ajuda inestimável da Isabel, para mandar a recaída "dar uma volta ao bilhar grande".
    Conte, amiga, com a minha solidariedade pura, sincera e sem esperar contrapartidas.
    Beijo grande no seu coração grande e amoroso. Beijinho também para a linda Ema.
    António

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  8. Teresa

    Como calaram fundo em mim as suas palavras.
    Tenho o mesmo desejo, mas apenas consigo dar-lhe todos os dias os bons dias e as boas noites.
    Hoje antes de me deitar elevarei o meu pensamento para a sua mãe, pedirei ao Senhor por ela e dizer-lhe que tem uma filha interiormente muito bonita.

    Um abraço
    Licas

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  9. Hoje não me está a correr muito bem o dia... por onde tenho passado tenho lido coisas muito tristes... se bem que este poema é uma homenagem muito nobre.
    Tenha um óptimo dia e mil :)

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  10. Ola Teresa.
    Boa tarde.
    Linda homenagem á tua mãe!!Ela mora no teu coraçao ...está sempre perto de ti...e tu és TUDO...
    Deixo um beijo junto do meu sorriso.
    Bea

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  11. A experiência da perda faz parte da vida do ser humano.
    A morte de uma pessoa querida, o fim de uma relação sentimental ou o afastamento do lugar onde vivemos durante muito tempo constituem exemplos típicos do que pode produzir essa sensação.

    Cada um de nós sente a perda de forma e com intensidade diferentes, mas é sempre necessário passarmos por uma fase de luto.
    Normalmente, a primeira reacção que se reproduz quando uma pessoa começa a aperceber-se de que a perda é irreversível, é a negação.
    Nesta fase, costumamos estar em estado de choque, insensível e atordoados, nada nos parece real; as pessoas falam mas nós não respondemos. Esta negação é um mecanismo de protecção perante a ameaça de uma dor intolerável. É um escape natural e provisório que amortece o impacto imediato e ajuda-nos a assimilar melhor a terrível realidade.
    Falamos do desaparecimento com incredulidade ("não me está a acontecer isto!") no presente e sem renunciar à esperança de que a pessoa falecida volte para nós.

    Por vezes surgem em nós sentimentos de indignação, por mais que se saiba que são irracionais (Há quem chegue a zangar-se com o ser querido que morreu por que "nos abandonou").
    A raiva mistura-se com a culpa: recriminamo-nos pelas coisas que não fizemos ou pelas palavras que não dissemos quando tivemos oportunidade para o fazer.

    A combinação de ira e culpabilidade leva a sublinhar a injustiça: "Por que não morreu outro?"
    No entanto há que começar a enfrentar a realidade e estabelecer um pacto com o mundo. Começamos a falar de outras coisas e a tentar esquecer a dor. Pouco a pouco a esperança abre caminho. Alturas boas alternam com quedas, que coincidem quase sempre com datas importantes.
    Por vezes preferimos trabalhar sozinhos a nossa dor, mas precisamos sempre de afecto dos nossos amigos e familiares para podermos recuperar a motivação, procurar tarefas e interesses que dêem um novo sentido à vida.

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