"O maior desafio das mulheres árabes é mudar a mentalidade dos homens"



A rainha Rania da Jordânia recebeu ontem em Lisboa o prémio do Centro Norte-Sul do Conselho da Europa pelo trabalho desenvolvido na defesa dos direitos das crianças e das mulheres na região do Médio Oriente e em todo o mundo.
O seu exemplo é visto como um modelo de liberdade para as mulheres árabes e muçulmanas. Vestida pelos melhores estilistas, esta bela mulher de 38 anos não cobre o rosto e é fã do YouTube, que aproveita para divulgar as suas mensagens.
É claro que Rania também beneficia muito do facto de a monarquia jordana ter uma imagem cosmopolita. A sua própria sogra, Antoinette Gardiner, era inglesa, tendo-se convertido ao islão só depois do casamento e recebido o nome de Muna al-Hussein. A Jordânia é um país especial na região. Além disso, sendo o seu marido um descendente hashemi, que normalmente tinha mais apoio junto da população beduína do que palestiniana, o casamento com uma mulher de origem palestiniana, precisamente, também veio contribuir para a união interna da Jordânia.
Mas é de elogiar que alguém que podia perfeitamente ter vivido à sombra da sua boa posição social e pessoal tenha escolhido lutar por uma causa tão necessária nos dias de hoje, a dos direitos das mulheres no mundo muçulmano. E fê-lo da melhor maneira: dando o exemplo.

Kommentare

  1. Teresa, estive a ver este vídeo, de facto a rainha da Jordânia, além de ser muito elegante, é uma mulher à altura do seu cargo. E pode fazer muito pelas mulheres árabes.

    Beijinho
    Isabel

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  2. BOA!!! Mas que é difícil mudar as "minds", lá isso é...

    Beijo "secretária".

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