O segundo debate presidencial não foi decisivo. Mas deixou Barack Obama ainda mais confortável na vantagem que as intenções de voto lhe atribuem

No Expresso

O primeiro debate televisivo entre Obama e McCain apresentou os dois candidatos presidenciais próximos nas sondagens. O debate de ontem, terça-feira, aconteceu depois das quedas vertiginosas nas bolsas mundiais e num cenário económico que tem provocado tremendos danos nas hostes republicanas. Resultado: Obama beneficia de uma confortável vantagem nas intenções de voto e apareceu em palco com a tranquilidade de quem sabe que apenas deve evitar os erros.
Obama esteve apagado. Cauteloso. McCain apareceu mais bem preparado nas questões económicas, percebendo que não pode falhar nesta área crucial. O candidato republicano arriscou mais, mostrou mais ideias, mas não conseguiu virar a mesa. E enveredou por um tom professoral que não o beneficiou.
Quando McCain se referiu à lei Bush-Cheney de 2005 sobre energia, perguntou: "Sabem quem a votou?". E apontou para o seu adversário: "Aquele ali". O uso do pronome para referir Obama foi notado por todos aqueles que viram nesse gesto um desdém condenável.
Ainda assim, McCain conseguiu fugir aos ataques pessoais a Obama - talvez deixando o papel de "pitbull" para a sua vice - e deixou de lado as dicas de alguns dos seus conselheiros mais próximos, que gostariam de o ver explorar as relações do candidato democrata com o reverendo que tantos problemas já lhe trouxe no passado.
No final, as sondagens instantâneas não deixavam dúvida: Obama tinha ganho o debate. E parte com acrescida vantagem para o debate televisivo final, na próxima semana em Nova Iorque.

O segundo debate presidencial

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