Poema de Mariana Silva

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O que dirias,
ao ver as lágrimas que tombam queimando o asfalto, volvendo a terra fria...

O que dirias,
ao tocares a face dos meus medos,
ao sentires-me pulsar em ti,
ao perceberes que os carris prosseguem para o infinito lado a lado...

O que dirias,
entendendo o desespero, o medo,
a pouca vida a tentar sobreviver,
os beijos a ganharem força
para voar em direcção a ti...

O que dirias, diz-me, o que dirias,
se soubesses que te escrevo nas frias noites deste verão eterno,
e que as paredes se encolhem
e me embebedam,
me enlouquecem!

O que dirias se visses o todo de mim que se esconde dos espelhos,
se enfrentasses o monstro de mim que assombra castelos,
se conhecesses o pedaço de mim que anseia plantar estrelas
no céu vazio da escuridão
destas frias noites deste verão eterno...

O que dirias, diz-me, o que dirias,
se soubesses, se sentisses,
que és tu quem pulsa tudo o que resta,
que conquistaste o teu espaço,
que plantaste a tua vida,
o que dirias?

E o que diria eu se tu dissesses finalmente?

Serias ainda tu...?

Kommentare

  1. I'm speechless... How I wish I had poems inside me... Oh well, it's a gift only bestowed to those who deserve it I suppose.

    Big kiss

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  2. Temos poetisa!
    Parabéns Mariana. Muito bonito o teu poema... avança!

    Teresa, obrigada por regressar com um poema tão bonito.
    Beij***** tribais :)

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  3. Eu nao seria..
    Eu sou.

    Mais um poema para completar todos os que a Teresa dispoe neste blogue.

    Bjinhos para as duas,
    Rita

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  4. Que poema tão lindo... Não sei quem é a autora, mas diria que é jovem (mas muito talentosa)!

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  5. Obrigada Teresa :)

    sabe que estou sempre de acordo e só agradeço!

    beijinhos*

    >> Mariana Silva

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